O escritor, poeta, professor e ativista cultural José Feldman, grande promotor da literatura brasileira, realizou mais um tento: A organização e publicação do Almanaque Poético Brasileiro. A obra reúne, em suas 212 páginas, textos de 68 poetas, entre vivos e falecidos, abarcando os mais diversos gêneros poéticos. E o melhor: O e-book possui download gratuito.
Foi nomeado pela paixão do pai e fonte de sustento
da família, desde antes dele fazer parte da mesma: Hélio.
Seu pai, Airton, era vendedor de balões ou bexigas
infladas por gás hélio, aqueles bólidos flutuantes em forma de peixe, escudo do
flamengo ou cabeça do Mickey.
Aluno destaque do sexto ano do CIEP 051
Municipalizado Anita Garibaldi, em São Gonçalo/RJ, Helinho nutria carinho todo
especial pelos balões que ajudaram a nomeá-lo e a provê-lo. O menino auxiliava
o pai nos enchimentos e montagens, e sempre que podia era levado aos pontos de
venda: Rotineiramente o Campo de São Bento, em Niterói, ou eventos sazonais, um
aniversário de Itaboraí aqui, um feriado de São Gonçalo acolá, um festival de
pipas em Maricá, por trás-os-montes. O menino já conhecia toda a Região
Metropolitana do Estado do Rio.
O mesmo não ocorrera com seu predecessor em chegada
na família, Heitor, irmão mais velho. Aliciado no portão de casa, ponto de
revenda de drogas no depauperado bairro Jardim Catarina, cedo tomou o caminho
da marginalidade.
Morreu no dia primeiro do segundo ano de carreira,
a 200 metros do portão da casa do “seu Airton do Gás”; seu portão, seu pai.
Baque no sonhador Helinho, bordoada de moer menino
tenro. Notas decaíram, participação nas aulas, na igreja. Seu sangue e
companheiro de pelada no quintal, seu parceiro de PlayStation, seu incentivador
nas paqueras, seu torto herói se fora.
Na velha coleção de biografias achada por seu pai
no lixo, nas portas de um grande edifício, ao chegar pela manhazinha lá no
niteroiense Campo de São Bento, Helinho mergulhava sua solidão. Numa das
biografias, a do padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, nosso primeiro
inventor e pai do balão a ar quente, um estalo.
Inspirado numa prática de produção textual que aprendera
na escola, o aluno destaque do Anita Garibaldi passou a escrever cartas;
primeiro para si mesmo, refletindo sobre sua perda. Logo as endereçava a seu
irmão. Por fim, o salto humanitário, digno de um Gusmão, uma Anita: Helinho
passou escrever ternas mensagens para pessoas que tivessem perdido alguém,
tal como ele perdera. E assim surgiram “Carta a uma mãe que perdeu um filho”,
“Carta à criança que perdeu a avó”, “Carta a quem perdeu um irmão”.
Contando brevemente sua história, Hélio contextualizava sua mensagem para
diversos leitores em potencial.
Um belo dia, tendo imprimido uma quantidade de
cópias de cada cartinha, Helinho as atou a balões inflados de hélio – não os
artísticos balões vendidos pelo pai, mas a modelos simples, como as bexigas de
festa de aniversário – e, subindo para a laje de sua humilde casa, soltou os
balões, vagões de sonho lotados de afeto, nos ares de sua São Gonçalo.
No primeiro dia foram 30. Quinze dias depois, o
menino despachava mais 15. E assim, usando de suas economias, o menino adquiria
os balões e inflava-os com os botijões de gás do pai, liberando suas mensagens
pelo ar.
Em apenas três dias depois dos primeiros
lançamentos, duas marcações no perfil do menino no Instagram apareceram. Pessoas
curiosas, que encontraram uma das mensagens, nas quais constava também o
endereço do menino, e seu perfil naquela rede social. Mas demorou 45 dias para
chegarem as primeiras cartas. Cartas de papel, como as de Helinho. Uma
mãe e uma irmã.
“Querido menino Hélio. Encontrei seu balão
pendurado nos galhos de uma árvore em Alcântara. Era de manhazinha, eu ia pro
meu trabalho nos Correios. Sua mensagem me fez chorar no ônibus, pois perdi
minha mãe há seis meses. Ainda sofro. Mas acredito que Deus usou você para me
mandar uma mensagem de conforto. Obrigado, meu filho. Não te conheço, mas você
já conquistou uma amiga.”
A segunda carta – outras viriam – era de uma
adolescente de 17 anos, Ágatha. Ela vira o balão do menino caído em seu
quintal, de tarde, ao chegar do cursinho pré-vestibular. Com a mensagem em
mãos, Ágatha entrou no quarto de seu irmão, deitou-se em sua cama e chorou. Mateus
partira ia pra um ano.
“Oie!
Me chamo Ágatha, sou moradora aqui do Vila Três, em
São Gonçalo também. Cara, sua cartinha chegou a mim, bem no meu quintal! Eu
perdi meu irmão assim como você. Meus sentimentos por sua perda.
Sua mensagem me trouxe uma alegria que não sei
expressar; era como um recado de meu irmão, dizendo para mim e minha mãe sermos
fortes, que ele está bem.
Precisei escrever para você. Ia mandar mensagem no
privado em seu perfil, mas resolvi escrever uma carta, assim como você. Minha
primeira carta. Nem sei como enviar! Mas vou no correio me informar.
Estou escrevendo essa carta na cama de meu irmão.
Minha mãe doou as coisas dele, roupas e tals, mas deixou a cama como estava.
Pra lembrar dele, sabe? Mas não sei se isso é saudável, pra nós duas. Pois
ambas choramos muito nesta cama. Já a peguei de madrugada ajoelhada aos pés da
cama dele, chorando sozinha, e dizendo ‘onde foi que eu errei?’ Mas somos
tantas famílias nessa situação...
Hélio, venho agradecer seu gesto, sua forma de
ajudar as pessoas. Você é um anjo que, não tendo asas, criou as suas com
palavras e bexigas de gás. Obrigado obrigado obrigadooooo!”
Voa, Helinho. Voa e trabalha, que faltam anjos no
mundo, e os que desistem, no lugar de uma segunda chance, são mortos a bala.
O
ano de 2025 já ia tombando e não tínhamos sequer um novo número de nosso
malbaratado zine. Bem, problema resolvido: Este número (#8) reúne apenas poemas
recentes, escritos depois da publicação de meu livro Primeiressências, lançado
no doce maio. Mas 2025 foi um ano prolífico: Além de Primeiressências, volume
de inéditos, publicamos ainda os e-books Versos do Ide, reunindo poemas
missionais, e o plaquete 11 Poemas, reunindo um poema de cada um ou cada
qual de meus onze livros de poesia.
Baixe (ou leia online) o fanzine pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.
E, quando estou enfadado até à morte de mim e dos homens, meu enfado de mim e meu enfado dos homens, em conluio, me conclamam: “Apruma, bípede besta! Recolhe-te à tua biblioteca e faze o trabalho de um antologista.”
Remediado ou acolhido sob um falso sentimento de filiação, às vezes cismo: “E os outros homens, para onde se recolhem?”
“Cuida tu deles? Até os livros que fazes, faze-os apenas para ti. Quanto a nós, nós cuidamos apenas de ti.”
Lá
se vão uns meses, mas me recordo bem. No dia 02 de março houve um baita problema
nas linhas de transmissão elétrica da Enel. Resultado? Diversos bairros de
Niterói e São Gonçalo sem luz.
Abri
bem a janela de minha pequena sala, que recebia uma agradável brisa – benesse
do outono, pois o verão só tem entregue dissabores... À luz inócua de uma
pequena vela, me deitei no sofá, praticamente no escuro. Naquela pacata
modorra, me lembrei de um objeto. E fiz algo que me catapultou a 30, 40 anos no
passado: peguei um pequeno radinho de pilha que meu pai me havia presenteado,
coloquei lá suas duas pilhas AA... E me espantei de que ainda houvessem rádios.
Que
doce langor, que sensação aconchegante e melancólica ouvir a sucessão de frases
e músicas naquele radinho. Já se vão duas décadas de YouTube, Deezer, e quase
três de arquivos MP3. É tanto, mas tanto tempo ouvindo só o que se quer, só o
programado na playlist, que de repente ouvir uma rádio, com sua seleção de
músicas aleatória (nem tanto, diria o jabá), desconstrutivamente além de
meu controle, minha curadoria... Foi bom. Uma cura me curou, erva antiga, ali
no escurinho da sala, no sofá velho mas ainda macio.
Desde
sua invenção, por Guglielmo Marconi (surfando nas invenções de outras
bel’almas), ou melhor, desde sua efetivação prática, como o conhecemos, em
1922, e sua popularização a partir dos anos 1930, são diversas gerações
construindo suas histórias com o rádio. Eu nasci em parte devido ao rádio: Meu
pai, paranaense do interior, veio tentar a sorte no Rio com sonhos de ator e
também de atuar no radialismo. Conheceu aqui minha mãe, aqui ficou e o resto é
história...
Estas
últimas gerações (Z, de nascidos entre 1997-2012, e Alpha, a partir de 2013 até
cerca de 2025) são as primeiras em quase cem anos a não ter uma história minimamente
sólida – ou nenhuma – com este meio de comunicação, primeiro a realmente
unificar o Brasil. Já nasceram no Youtube, Spotify e na nuvem.
A
liberdade, a libertação de poder criar sua própria playlist, suas músicas
preferidas, e tocá-las na sequência em que quiser e onde quiser, com a miniaturização
dos aparelhos sonoros, foi realmente revolucionária, e incontornável. Mas,
passadas essas duas décadas da libertação, é preciso aceitar que o rádio
não pode morrer (um parênteses, antes que você fale: não, os podcasts não
substituíram os programas de rádio. Um podcast geralmente reúne gente descansada
falando por TEMPO DEMAIS de coisas que caberiam num minimalismo não enjoativo.
E enjoativo é um termo do qual os podcasts lutam para se libertar).
Sua cultura, sua variedade, seu jogo de aleatoriedade/previsibilidade
são salutares para o cérebro e o espírito. Depois do livro, essa salvação
milenar, esse barco que nos ensinou e ensina a nadar, o rádio foi o primeiro
construto em séculos a verdadeiramente debelar um bocado das chamas de solidão
que costumam lamber o lombo e torrar a penugem de nossa espécie tombada.
Em
dias de IA se aproximando da singularidade, de Alexa e Siri mimando os pequenos
reis performáticos (você e eu, meu consagrado), escravos do breve e do boleto,
é preciso proclamar: Longa vida ao rádio!
Sammis Reachers
O fluminense Sammis Reachers (Niterói, 1978) é autor de doze livros de
poesia, cinco de contos/crônicas e um romance. Como editor e antologista, já
organizou mais de 50 obras. É professor de Geografia e de História, além de
bibliotecário.
Aqui, uma breve seleção de poemas compilados dos onze livros de poesia que já publiquei (na verdade, 12, mas um é uma antologia), ao longo de 25 anos (1999 -2025) – um poema de cada.
A seleta abarca desde o livrete São Gonçalo de Todos os Santos, publicado em 1999 (Editora Opção 2) por um pós-garoto de 20 anos, até o recente Primeiressências (2025), de publicação independente.
Do outro lado da porta giratória girei e estaquei,
Fuças langues no vidro temperado, dando uma boa manjada
No guarda daquele banco que me negou o consignado.
Bati um pouco de boca lá com o gerente, tudo bem,
Cliente há doze anos!, O guarda me pegou
E conduziu para fora, embalado nos trapos da
truculência.
Balouçando sob uma mangueira imaginária (praça de meus
dias ruins),
De sólido abismo abaixo, olhei aquele meu próximo
Com os olhos de Caim, e pequei. Pequei
Ao aventar uma minha antiga imaginação ou tirocínio,
Fetiche com que diminuo os homens até o ponto de equilíbrio.
Aquele guarda sangra. Quase tão bem quanto o gerente,
ou dá empate. São homens, afinal. E no início também. Não que eu vá fazer nada,
que quando o medo não me impede a fé me manieta. E minha mãe me pariu pra
civil, e educou com esmero de matuta mineira.
Mas eles têm toda a cara, aquela cara bolachuda, de
que sangram.
Os oito marginais que tomaram teu bairro
(Tudo bem, sempre foi deles, estavam por aí,
Potências negativas na bolsa escrotal de seus pais,
moradores de bem)
Trastes que vão do miliciano ao traficante
Passando pelo sociólogo e o ladrão de bicicletas
Todos sangram.
Donald Trump, os ninjas, o carteiro e o Papa
Francisco, coitado, prestes a morrer
Sangram sangram sangram e sangram, dançarinos
vermelhos,
Carnes doces feito a minha e a tua, essas
esponjas-de-furar.
O grande professor de jiu-jitsu de teu filho (o herói
dele não é você?)
O policial marrudo teu vizinho de carros alemães na
garagem armas austríacas no armário
As gordas faladoras ou anoxéricas botoxicômanas que
armam
Barraco no ônibus Caxias-Central ou no voo da Emirates
Elas e os demais eleitores que confiam na sorte, no
gênero, na dura e etérea (mas exangue) lei
Sangram, santas, safadas, safades
Rubras como o cara mais valente na pancadaria
Que já vi, num baile funk em 1997 onde entrei de
penetra,
Passarinho aloprado por morcegos:
Ele abriu uma clareira no meio de oito, e lhes ensinou
Lá uma boa lição. Oito. Mas ele sangrava, e ele
sangrou.
Saio pelas ruas
contentado-emporcalhado nesta sombria certeza, olhando dissimulado nos olhos do
ditador, do ministro, do ladrão, do fiscal de posturas e até, quando ele não
está olhando de volta, do miliciano e suposto assassino serial que é segurança
lá na padaria do Jofre, e que passa os dias sentado, bebericando café e
encarando os homens com um baita de um olhar mortiço:
Todos sangram, e sem cura. Todos têm uma carne macia
Da tessitura exata da minha.
Sei que sou uma besta palraz, mas esse tipo de
pensamento
Tem dias meio que me desembesta, me alavanca.
Também me causa aos domingos engulhos, vergonha desse
meu pecado grosseiro,
Ou um enjoo adocicado, déjà vu do que nunca vi
(Podridão que meus genes regurgitam?),
Quando adentro o açougue do Mauro
Eu precisava contar isso
no papel, e me livrar de alguns quilos de sua cangalha, jogá-la um pouco em
outras costas feito a tua, meu virtuoso leitor. Compartilhar miséria é terapia,
e eu só tenho dinheiro pra papel. E no fundo no fundo, abaixo do tapete das
ações e reações e das cláusulas do contrato social, todos sabemos de nossa
blandícia.
Eles não sobem em árvores. Bom, nem nós. Mas neles é pior, o baú da memória está nu: eles nunca subiram. Não há essa função em seus smartphones, ou app dedicado no play store. Nem game de escalada em árvores temos, embora haja até game que simule fábrica de cupcakes.
Cresci numa área periférica, miscigenada entre o puramente rural e o deficitariamente urbano. A árvore era uma amiga e uma certeza de qualquer ponto da paisagem.
Subir em árvores era manobra natural, filha primogênita da peraltice que fere toda criança. Claro, havia o subir por puro lazer, esportivo, e havia o utilitário: a coleta de frutas, ou desemaranhar uma pipa agarrada. Mangueiras, goiabeiras, jaqueiras, jambeiros e cajazeiros, e o que mais Deus propusesse de frutas nativas ou exóticas (exótica é a que veio de fora de nossa pátria, e Deus, ah, é um imenso proponente). Havia hierarquia arbórea: Dividíamos as árvores em fáceis, médias, difíceis e impossíveis de subir. Mas, as impossíveis tinham lá seus Quixotes: os moleques especializados em escalada arborescente. Aqui tínhamos quem subisse até em coqueiros e palmeiras, como a macaúba, cujo coquinho-catarro era iguaria bem disseminada e apreciada na região. No mais, o instinto gregário e de divisão laboral prevalecia: Eu, mau escalador, quantas vezes ficava no solo, só aparando as frutas que os hábeis lançavam lá de riba? Duma vez que quase morri aparando tentando aparar jacas (!) dá uma crônica daquelas hilárias. Outra hora.
Há pouco mais de uma década, fazendo uma caminhada com meus sobrinhos de então uns 13 e 10 anos, respectivamente, indaguei sobre o tema. Embora criados na mesma região que eu, o peso geracional carregou a mão sobre os moleques, e eles nunca haviam subido em sequer uma árvore na vida. Havia um pequeno pé de jamelão no caminho (caminhávamos d Tribobó a Maria Paula), e, ao incentivá-los, percebi a verdade do relatado, na imperícia desconcertante dos moleques.
Outro dia vi um texto desses que circulam em grupos de Zap ou páginas de coroas do Facebook, que despejava uma verdade no leitor: Você não vê mais crianças com gesso. How, espere aí: Isso é bom, isso é ótimo. Certo? E isso é bastante ruim. Gesso remedia fraturas, fraturas demandam tombos, tombos demandam movimento, risco. Vivência fora da(s) ilha(s) de conforto e eletrotecnia.
Posso subir sobre uma de minhas árvores diletas, sempre ele, o pé de jamelão, e apregoar sobre a necessidade urgente de reconectar nossas crianças com a natureza crua (leia-se: não mediada), mas isso é chover no molhado.
E como subir numa árvore que não existe? A suburbana cultura da árvore no quintal deixou de existir, substituída por funcional concreto, palmeiras e coqueiros interditados à escalada, a piscina ou a área de churrasqueira – vendida pelas empreiteiras de forma padronizada, pouco importa se o cliente aprecie – ou vá fazer uso – da tal churrasqueira. As empreiteiras vendem suas casas conjugadas/geminadas dentro do padrão de máxima utilitariedade e mínima espacialidade. Tal cultura não-arborizada meio que se espalhou pela mentalidade geral, nos subúrbios de algumas de nossas principais cidades e metrópoles. Você pode andar por lugares como o distrito maricasense de Itaipuaçu, com casas instaladas em terrenos de tamanho regular, numa configuração ideal para suportar de um ipê a uma mangueira, passando por toda a inumerável família de árvores e arbustos menores. Mas é possível caminhar por quarteirões sem ver quase copa alguma. Somente telhados coloniais e concreto. Quintais perfeitamente mortos – e funcionais. A Terra paga o preço, e o homem. E as crianças.
Há toda essa coisa das gerações e suas peculiaridades. Baby Boomers, Z, X, Alpha etc. Por sinal, neste 2025 nasce justamente uma nova: a geração Beta. Sim, delimitações úteis – mas até certo ponto: isso tem muito de simples presepada (ah, você já imaginava, hum?), muita coisa conceituada a nível “beta” (provisório/experimental). Assim como – fruto, reflexo? – as incansáveis delimitações e segmentações de problemas mentais que pululam e fazem explodir de páginas os manuais de psiquiatria, e de grana os editores, psicólogos e expedidores-de-laudos em geral. Saiu uma nova atualização há pouco, também.
Voltemos ao tema, vamos de uma polêmica por vez. Precisamos de árvores e de trepadores.
A internet trouxe luz, com perfis de amantes de árvores e frutas, nativas ou exóticas, que trocam informações e vendem mudas, via SEDEX, para todo o Brasil. Sim, quase toda fruta que você (não) conhece pode ser adquirida em muda, chegando embalada no seu portão. Outro dia vi um colecionador brasileiro de frutas (bem, para brincar disso você precisa ter um sítio ou fazenda) que foi à Indonésia em busca de conhecer novas espécies (sul e o sudeste asiático são um dos hotspots fruteiros da Terra). Há empresas como a Safari Garden (@safarigardenplantas) e a Colecionando Frutas (https://www.colecionandofrutas.com.br/), que vendem fruteiras sortidas pelo correio. E há perfis como o do botânico e paisagista Ricardo Cardim (@ricardo_cardim), atualmente badalado, e que ensina, em curtos vídeos no Instagram ou Tik Tok, noções de arborização, paisagismo e botânica aplicada aos temas citados.
Iniciativas fundamentais para resgatarmos a cultura da árvore, e isso, os manuais não vão lhe ensinar, passa pelo moleque e pela moleca, pela construção, neles, da familiaridade que demanda experiências. Leve-os ao parque da cidade, àquele sítio que cobra por diária. Uma trilha, uma caminhada na mata. A árvore na pracinha.
No mais, é restituir o que o progresso dinamitou, a árvore ou arbusto em seu quintal, na calçada, no terreno baldio em frente. Compre. Plante. Eles entregam embalado, em seu portão. Muitas prefeituras distribuem mudas gratuitamente.
Como escrevi num poema, as árvores são “playgrounds patamarizados”. Mas eles, os alfas e betas, precisam descobrir, transitar entre os patamares, arriscar o tombo. E ela, a árvore, precisa ser re-introduzida na sociedade, em seus solos e convívios, feito um parente que passou tempo demais no exílio. Fazer as pazes conosco e ser apresentada a nossos rebentos.
Estou pensando em inaugurar uma “oficina de escalada de árvores”. A cada quinzena, numa APA ou Horto Botânico. Para horror de algumas mães e avós, médicos e autoridades. Bem, é preciso empreender e isso acontece – e prospera – no solo do risco.
Falando em risco, este sim protuberante, o geoterror climático, assevera: É urgente nos reconciliarmos com as árvores, e salvar o(s) que pudermos.
Meu livro anterior, Cartas e Retornos, nasceu num momento convulso, em pandemia, mas seguindo um projeto editorial de certa forma linear, fincado a eixos temáticos que lhe direcionaram ou estabilizaram o voo, sem limitá-lo, facultando até um maior alcance.
Dividi a obra em certas seções: O Ofício e a Meta, com metapoemas e versos sobre a condição de estar poeta ou escriba, essa miséria luminosa; Primeiressências, a feirinha de totens e sintagmas; Menino, com versos de maior nostalgia ou biografados; A Missão, com poemas iluminados pela alegria de Cristo; Do Amor, com textos espontâneos sobre ele, seguindo uma linha iniciada em meu livro Poemas de Amor em Trânsito. Por fim, Experiessências, com alguns poemas visuais e pseudo-concretos.
No mais, este é só mais um livro de poemas, que podem cuidar de si mesmos.
O livro está disponível em formato eletrônico (e-book em pdf, gratuito) e impresso.
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O livro impresso (formato 14 x 21cm, 142 páginas) está disponível diretamente comigo, ao preço de 30 reais, já com o valor do frete incluído. Escreva para meu e-mail ( sreachers@gmail.com) , ou entre em contato pelas redes sociais.
Este pequenino volume reúne aqueles de meus poemas imbuídos de uma mensagem especial (ou essencial?), uma celebração do espírito missionário/missional, que julgo ser o ânimo (alma) a mover o corpo dito Igreja. Foram publicados ao longo de quase vinte anos, em alguns de meus livros e e-books.
Agregadas aqui estão também algumas frases imbuídas do mesmo espírito, publicadas no livro Sabenças e Sentenças da Missão, ou inéditas em livro.
Que a provocatividade destes versos e frases possa servir de inspiração devocional e missional para sua vida. Eles expressam, de forma inocente ou arguta, lírica ou quase rude, que não há causa maior nem urgência mais premente do que cumprirmos a Grande Comissão.
Para baixar o e-book (formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Um passeio pitoresco e bem humorado pelo universo dos fliperamas e videogames das décadas de oitenta e noventa.
Nascido em 1978, minha infância e adolescência transcorreram nas décadas de 80 e 90. Na adolescência eu tinha duas grandes paixões, ou mais que isso, mas essas duas eram as mais regulares e onerosas: quadrinhos e jogos eletrônicos. Passei pela clássica segunda geração dos consoles caseiros, mas vivi realmente as terceira, quarta, quinta e sexta gerações dos videogames. Além de ter experienciado toda a vibe dos fliperamas, verdadeiros "templos" onde eu depositava meu tempo e suadas fichas.
A partir de 2020, com a eclosão da pandemia de Covid e seu lockdown, o tempo “ocioso” de quase todos, para o bem e para o mal, foi catapultado para muito adiante. Assim, pude dedicar um tempo maior à jogatina nos emuladores, o que fazia, até ali, apenas muito esporadicamente. Comecei então um movimento natural de escrever resenhas e análises de jogos por pura diversão e higiene mental, uma fuga ou descanso das atividades editoriais e literárias mais "sisudas" a que geralmente me dedico. A inspiração veio de meu amigo Luiz Miguel Gianeli e seu projeto Muito Além dos Videogames que, além dos livros editados, hoje mantém uma revista (onde colaboro).
O resultado desta literatura (retro)gamer está aqui, neste amplo compilado de textos – algumas crônicas e muitas resenhas, abarcando mais de 120 jogos – escritos de 2019 a 2025. E o livro ainda carrega poemas e um conto dentro da temática dos fliperamas.
É de graça. Leia e compartilhe!
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São
dezessete horas de um domingo de primavera. Cumprindo uma missão agora há pouco
na UERJ do Maracanã, aquele monstro de concreto, ao sair me deparei com os
vazios e desertos de uma cidade grande aos domingos de tarde. Foi instantâneo:
me recordei de quando era rodoviário e solteiro e, ao trabalhar nos domingos,
por vezes ao largar daquele trampo feito de sacolejar e de pessoas, saía
sozinho pelos vazios urbanos de Niterói ou Rio, desarvorada, desavisada e
destemidamente. Sem destino ou maiores objetivos. Que solidão especial, trotando
lotada de melancolia e levando na carroça sua refém apaixonada-pois-adoentada
da Síndrome de Estocolmo, a poesia... Sim, muitos poemas nasceram nessas
andanças. Não, nunca fui assaltado ou indagado. Deus e minha cara de cana (e
minha decana bolsa atravessada nas costas) talvez tenham me guardado.
Outro
detalhe que me traz reflexão é que a melancolia de andar numa mata, campo ou
descampado deserto é diferente da de andar num deserto urbano. Cada qual tem
sua docilidade, mas o campo fala de sentimentos atávicos, instintivos ou
transcendentes do que é puramente humano; já a urbe possui uma "linha de
ansiedade" (é o melhor termo que pude) toda própria, o humano se celebra e
exaure em seus próprios maquinários concretos e simbólicos, num jogo de
topofilia/topofobia que nos faz querer continuar o jogo do ver e do rever, do
estar e do deixar de estar, enquanto somos acolhidos/moídos pelo espaço que
incessantemente nos ressignifica enquanto o ressignificamos. Jogo por sinal tão
caro à corrente da Geografia que me apraz, a Geografia Humanista ou
Fenomenológica.
Divagações
livres, mas as deambulações (deambular é justamente andar à toa) hoje
interditadas a um homem casado.
Ao
defrontar o amontoado de gentes naquela Copacabana espavorida, a atenção era
roubada de chofre pela faixa que encabeçava a passeata, faixa segurada pelo DJ
Grillozzilla e pela multisexuada instatriz, DandaXXXara: “Dize a tua palavra e
segue o teu caminho. E deixa que a roam até o osso”, creditada na faixa ao
filósofo espanhol Ortega y Gasset. Na verdade, a frase é de Unamuno, o Miguel,
outro filósofo espanhol. Equívoco que, sem infundir demérito, meio que
chancelava e vestia os revoltosos.
Chamaram
seu movimento simplesmente de A Marcha do C@nsaço ou, termo adotado
pelos opressores midiáticos, O Movimento dos Macetados (“?”), e ele
assim há de entrar para a história. O motim, que contou com ampla anunciação
midiática (que outra?), encaçapou todo tipo de guapo, duma barafunda de
díspares pensares, digno deste fim de Pós-modernidade e início de Idade Índigo.
A
ideia central, o eixo da grande hélice que uniu pessoas, roedores e
contestadores de várias gerações, é o cansaço em relação à torrente de
informação disponível por cada vez mais meios, gadgets e cibertranqueiras.
A
um filósofo marroquino, Farkour Bibi, anjo decolonial que escreve em perfeito
francês, coube o papel de teórico involuntário do novo movimento, ao propor, em
seu filosófico Imanifesto Logofrênico, cujo estilo de pacata ou delicada
insubmissão lembra o de Thoureau, um alheamento proposital em relação à toda
forma de informação mediada, seja essa mediação realizada por livros, internet
etc. E da aceitação apenas do que “o outro”, o ao lado, o vizinho, a mãe, o
companheiro proletário, o “usuário de uma mesma territorialidade”, pode
ensinar, “olho-no-olho”, o autor avança para a celebração da ignorância, o
“prazer de não saber”. A celebração anti-socrática radical, a ignorância como
construto positivo.
A
música-tema do grupo ou levante foi a inescapável Silício Silenciado (do
último álbum de Caetano Veloso, Teimosa Poesia, de 2027). O
bumba-que-bumba martelava os ares, marcando o ritmo do pisoteio.
Sim,
voltemos aos fatos. Os marchadores, iniciando seu trotar pela Avenida
Atlântica, estabeleceram uma inovação significativa: A marcha foi realizada com
as pessoas andando para trás, ou de costas. Para evitar tombos entre os
pouco afeitos a tal avanço inatural, foram cedidas bengalas de acrílico para
apoiar os cansados do saber tão fácil.
Um
grupo de festin’lésbicas, oriundas de uma pequena facção (das 82) PCdeBista celebrou
outra manobra de catarse, efetuando o despir de suas roupas, uma peça a cada
cem passos dados por cada uma de suas membras, membras empoderadas e
desmembradas de seu movimento – e agora enxertadas, feito próteses, naquele contra-zeitgeist
informacional.
Nas
proximidades do Forte de Copacabana, limite entre a Av. Atlântica e a Rua
Francisco Otaviano, a primeira culminância: fizeram aquilo o inevitável, qual
seja, a QUEIMA DE LIVROS. E no entorno da grande fogueira logolibertária,
grupos esparsos realizavam o já tradicional gadcrash: a quebra de gadgets,
de smartphones a óculos de realidade aumentada, de Nintendos NeoSwitch
a prosaicos Vibradores Poéticos, as maquininhas de consolar
inconsoláveis que, além do usual ofício, recitam poemas em oitocentas línguas,
ponta-de-lança das exportações cambojanas.
O
avanço seguiu para o bairro lindeiro de Ipanema, em que a alegoria final seria
encenada: a invasão do data center do Google situado na Rua Farme
de Amoedo, e a destruição dos mainframes e servidores que, dali,
garantiam o acesso ao virtual a quase todo o país. Na porta, novo pandemônio:
um dos muitos movimentos que acompanhavam a marcha, o controverso coletivo
Afrobrancos, composto de brancos que se reconhecem e se exigem como africanos
d’alma, foi alvo de laranjadas e ovadas de alguns dos manifestantes, ojerizados
pelas propostas e ideias do grupo, tido por desconstrucionista e diluidor
das pautas de direito dos que têm seu lugar de fala.
No
entrevero, uma malta inesperada assumiu a proa do debate sobre o tal estreito e
mítico lugar de fala, e em defesa dos afrobrancos (alguns dos quais eram
seus pais, afinal): um grupo de therians, os humanos que se afirmam
pertencer a outra espécie, neste caso cachorros, marchando e debatendo de
quatro, desferiu um motim-no-motim ao afirmar que as ruas eram
prioritariamente oseu lugar de fala – e as urinadas nos postes o
confirmariam – transe ou transporte de um conceito do metafórico para o
concreto que desnorteou alguns teóricos que marchavam no evento – um deles,
renomado reitor da PUC que, ainda fedendo a livro queimado, viu ali o
nascimento em tema de seu mais novo livro.
Nesse
pandemônio, prestes a arrombar as portas da infofortaleza globalista, os já
cansados revoltosos tombaram sarrados & surrados por grossos jatos d’água
gelada & apimentada, emanados de veículos automáticos. Eram drones
blindados do conglomerado BYD-Tesla-Carbon a serviço do grande infocapital,
providencialmente enviados pela governadora do Estado. Enxarcada e debelada, a
multidão, senhora de algumas razões e diversos equívocos, dispersou-se, cada
qual encapsulado de volta à sua micro, nanorevolta, tentando recordar o caminho
de casa ou sua necessidade.
Sammis Reachers
Publicado originalmente na Revista Bulunga 37 (jan/2025).
Como já é tradicional, há mais de uma década realizamos nossa retrospectiva "editorial" do ano, listando e rememorando tudo o que publicamos, e também onde fomos, enquanto autor, publicados.
Este foi um ano de menos publicações, ao menos se comparado com anos anteriores. Isso decorre de muitos motivos, mas o maior deles foi a publicação de um livro que vale por cinco: A imensa antologia Almanaque do Mobilizador Missionário, obra em que já vinha trabalhando há mais de ano, e que, em suas 1.100 páginas, reúne poemas, peças teatrais, ilustrações, dinâmicas e esboços de sermão sobre temas afeitos à obra missionária. O livro foi publicado no mês de julho. Um trabalho desta magnitude, a maior antologia dentre as quase cinquenta que já publiquei, realmente consome tempo, mente e alma de um cabra, além de alguma bufunfa ($$$), rs. Mas não se preocupe, ela é GRATUITA, para você ler, usar e compartilhar (faça isso!).
Outro motivo da "pequena" produção foi certamente minha dedicação à reta final de minha graduação em Biblioteconomia. Sim, agora seu editor, além de professor de Geografia e História, é também um bibliotecário! Um sonho antigo, ou fetiche de adolescente, agora realizado, pela misericórdia do bom Deus.
O primeiro e-book/antologia do ano (saiu em março) foi O Aborto em Frases, Poemas e Reflexões, onde coligimos textos diversos sobre este tema, motivados tanto pela sua urgência e gravidade, quanto por percebermos uma lacuna editorial.
O livro pode ser baixado gratuitamente pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.
Em junho voltou à vida a Revista AMPLITUDE - Revista Cristã de Literatura e Artes, nascida em 2015. Em hiato desde 2019, a revista chegou ao seu quarto número, com 50 páginas dedicadas à arte cristã. Agora com ISSN e, esperamos, periodicidade (semestral) regular! Baixe gratuitamente o quarto número da revista, CLICANDO AQUI.
Em novembro, finalmente publiquei meu segundo volume de contos, Fabulário Índigo ( o primeiro, O Pequeno Livro dos Mortos, data de 2015). Reunindo contos escritos desde então, geralmente publicados em sites e blogs, alguns premiados em concursos e acolhidos em revistas literárias. São 204 páginas que congregam 31 contos. O livro, impresso em pequena tiragem, pode ser adquirido na modalidade impressa diretamente comigo (escreva para meu e-mail, sreachers@gmail.com). A versão em e-book pode ser adquirida na Amazon, AQUI.
Em 2018 havia publicado o e-book Poesia em 500 Citações, uma obra única em nossa língua, reunindo definições e reflexões de dezenas de autores sobre quatro temas ou eixos: A Poesia, o Poema, o Poeta e o Fazer Poético. Pois agora ampliei a edição, acrescentando outras 500 frases. Esta nova edição ampliada está disponível em versão impressa e eletrônica.
Caso você queira adquirir a versão impressa, a mesma está disponível no site da editora Uiclap, que imprime livros sob demanda. Veja AQUI.
Em dezembro saiu o doce As Mais Belas Frases de Natal, e-book gratuito reunindo (pouco mais de) 150 citações sobre esta data capital, e cujo sentido tem sido esvaziado ou deturpado à grande velocidade. Um e-book para ler e compartilhar.
Em abril o nosso fanzine, o depauperado Samizdat, ganhou uma nova edição, essa especial, dedicada à metapoesia. Você pode baixar o arquivo AQUI.
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Quanto à minha produção autoral, este ano foi humílima, se resumindo a um punhado de poemas, umas duas crônicas e dois contos (produção menor que em anos recentes).
Ainda assim, em agosto obtive o segundo lugar nacional no prestigioso Concurso Paulo Setúbal de Literatura, promovido pela Prefeitura de Tatuí/SP, com o poema O Poeta, esse figura da linguagem. Com direito a troféu, diploma e uma providencial quantia em dinheiro.
O mesmo poema obteve menção honrosa no 47º Concurso Literário Felippe D’Oliveira, este iniciativa da Prefeitura de Santa Maria/RS. Confira AQUI.
Assista ao vídeo da premiação e dramatização do poema, no Concurso Paulo Setúbal:
E em 20 de dezembro, obtive o 4º lugar no 3º Concurso Literário Emídio de Souza, promovido pela Biblioteca Municipal Paulo Bonfim / Prefeitura de Itanhaém/SP, com o poema Ode à Biblioteca.
REVISTAS
Em setembro, passei a integrar o corpo de colaboradores da Revista Bulunga, tendo algumas de minhas crônicas e contos publicados na revista que une humor, literatura e atualidades. Editada por Michel Salomão, Bulunga conta em seus quadros com o escritor e poeta Jorge F. Isah, amigo de anos deste que vos escreve. A periodicidade da revista é mensal. Acesse o site e leia gratuitamente as edições de Bulunga: https://bulunga.com/
E falando em revistas, em outubro tivemos o nascimento da ótima revista De Higgs, focada em ficção científica e fantasia cristãs, e editada por Eduardo Nishitani e João Moreira. Neste primeiro número, tive a honra de comparecer como autor convidado, com um poema e trecho de meu romance, além de uma entrevista. Baixe a sua AQUI.
Estive presente também na Revista Muito Além dos Videogames, que objetiva falar do universo dos jogos eletrônicos sob uma perspectiva cristã (sem necessariamente ser maçante ou proselitista), onde colaboro como articulista e revisor.
Contribuí com resenha/artigo nas edições normais da revista, a #11, falando sobre os jogos dos G. I. Joe para NES, e a #12, com uma análise do game Hook, para arcades.
Por sinal, no tocante justamente a este meu passatempo de resenhar jogos antigos (há quem goste de pescar, mas eu infelizmente não suporto), alguns textos vieram à luz neste ano. Confira uma retrospectiva dos textos retrogamers publicados em meu blog de desocupações, o Azul Caudal, CLICANDO AQUI.
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O que 2025 nos reserva? Se o Senhor assim permitir, decerto teremos, já em janeiro, um novo número da Revista Amplitude.
Também, logo em inícios do ano, pretendo publicar um novo volume de poemas. Meu último livro poético foi o Cartas e Retornos, lá em 2021.
No tocante a antologias, sejam de interesse cristão ou "geral", há algumas em projeto, mas nada de vulto. E isso é bastante salutar: Compreendo que muito do devido, conforme percebi as necessidades temáticas, já foi suprido, realizado, e está disponibilizado para quantos tiverem interesse (e basta muitas vezes apenas isso, interesse, pois quase todas as antologias que já organizamos são gratuitas). No entanto, não há limites para o fazer livros, e seguimos à disposição dos ventos do Espírito que, acreditamos, têm nos guiado nos trabalhos durante essa jornada de já duas décadas. Assim, o amanhã está nas mãos seguras de Deus.
Aos amigos e irmãos rogamos que orem por nosso ministério literário e missionário, por graça, ânimo, sabedoria e criatividade em relação aos três focos ou o tripé sobre o qual o trabalho se baseia - mobilização missionária, promoção da literatura evangélica e elaboração de recursos evangelísticos. Ore por proteção, direção e bênção de Deus para mim e minha família, para que possamos seguir servindo a Cristo e aos que a Ele servem.