Mostrando postagens com marcador Albert Schweitzer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Albert Schweitzer. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

As melhores frases de Albert Schweitzer reunidas em livro gratuito para download

 


Albert Schweitzer foi um campeão da vida. Nascido em 1875 em Kaysersberg, no então Império Alemão, desde jovem Albert mostrou-se possuidor de múltiplos talentos, e aos trinta anos já era professor, músico, escritor, teólogo e pastor estabelecido e renomado. Foi quando resolveu retomar os estudos num campo totalmente diverso: A Medicina. Não o fez por mero capricho intelectual: Seu propósito era dedicar-se a socorrer pessoas na desassistida África.

E assim ele fez, contra tudo e contra todos, pagando os mais duros preços – durante a Primeira Grande Guerra, já em África, chegou a ser aprisionado pelos franceses, passando anos num campo de concentração. Mas, retomada a liberdade, retornou ao serviço humanitário no qual gastou-se até o fim de seus dias.

Entre um atendimento e outro em sua clínica médica em Lambaréné, na África Equatorial Francesa (atual Gabão), ele escrevia livros que impactariam os homens de seu tempo e que seguem impactando e confrontando a cada um que se lhes depara.

Suas palavras e seu abnegado exemplo de pacifista, humanitarista e pensador ético foram lampejos que iluminaram o conflagrado Século XX, e lhe valeram o Prêmio Nobel da Paz, em 1952.

Aqui, nesta breve obra, coligimos um pouco do melhor do pensamento deste gigante do bem.

Para baixar o e-book (em formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.


sábado, 23 de janeiro de 2021

Albert Schweitzer: Mausche, o judeu

 


Uma experiência capital na infância. Um judeu da aldeia vizinha, chamado Mausche, negociante em gado e terras, vez por outra passava por Günsbach com sua carroça puxada a burro. Não havia então um único morador judeu em nossa cidadezinha, o que tornava cada visita de Mausche um acontecimento para a garotada que corria atrás dele e zombava. Para provar que já começava a sentir-me adulto, certo dia fui participar dessas brincadeiras, embora não atinasse propriamente com o sentido delas. Assim, juntamente com os outros, corria atrás do homem e do seu burrico, gritando: - Mausche! Mausche! Os mais atrevidos dobravam a ponta do avental ou do paletó para formar uma orelha de porco e pulavam até junto dele. Assim o perseguimos até fora da aldeia. Mausche, porém, com suas sardas e a barba grisalha, caminhava tão imperturbável quanto o burrico, voltando-se de quando em quando para trás e sorrindo, encabulado e bondoso. Esse sorriso deixou-me subjugado. Desse Mausche aprendi pela primeira vez o que significa manter-se calado em meio à perseguição. Tornou-se para mim um grande educador. A partir dali, saudava-o cheio de respeito. Mais tarde, no tempo do ginásio, adquiri o hábito de dar-lhe a mão e andar com ele um pedaço de caminho. Mausche nunca soube o quanto significou para mim. Diziam dele ser usurário e retalhador de terras. Nunca tratei de averiguá-lo. Continuou sendo para mim o Mausche do sorriso que perdoa, e até hoje sugere-me paciência quando tenho ímpetos de enfurecer-me.

in Minha Vida e Minhas Ideias


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...