segunda-feira, 29 de junho de 2026

Selva Escura, um poema de António Alves Martins

 


Selva Escura

 

Quando eu deixar de ser esta vaidade,

este egoísmo vão, esta loucura,

esta poeira de alma em noite escura,

esta sombra, este vago, esta saudade;

 

Quando eu deixar de ser fragilidade,

inconstância, desânimo, tortura,

esta matéria preguiçosa e impura,

este orgulho que ofende a caridade;

 

Quando eu deixar de ser esta ambição,

esta fria indiferença, esta ilusão,

esta vaga que em espuma se desfaz;

 

Quando eu deixar de ser de mim cativo,

o rastro em sangue dum pecado vivo,

finalmente, Senhor, me aceitarás?...


António Alves Martins (Viseu, 1 de Outubro de 1894 — Viseu, 22 de Fevereiro de 1929), foi um jornalista e poeta português. 

Quanto à dúvida expressa em seu belo poema, Deus não nos aceita após determinado número de acertos e bons procedimentos; sua aceitação é um presente, dado àqueles que simplesmente crerem em Seu Filho. Isso assevera a Escritura Sagrada:


"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie." - Efésios 2:8-9


"Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independentemente da obediência à Lei." - Romanos 3:28


"Sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado." - Romanos 5:1



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