sábado, 15 de abril de 2023

Lançamento: Livro CITAÇÕES MISSIONÁRIAS - Mais de 2000 citações sobre a obra missionária da igreja de Cristo

 



Conecte-se com a sabedoria de mais de uma centena de autores e inspire-se com mais de 2.000 citações missionárias! 

Prepare-se para mergulhar em uma riqueza de pensamentos e reflexões que irão tocar seu coração e renovar sua fé. Com nosso novo livro de citações, você terá acesso a uma coleção poderosa de palavras que o levarão em uma jornada emocionante e transformadora. E ao mesmo tempo em que alimenta sua alma, você estará fazendo a diferença na vida de outras pessoas. Ao adquirir o livro por apenas R$ 40,00, você estará apoiando a agência missionária SEMADEC • São Gonçalo/RJ - filiada à AMTB - a levar amor e esperança a lugares carentes do nosso país. O frete já está incluso, basta escolher o método de pagamento que preferir: 

Pixsreachers@gmail.com (em nome de Sammis Reachers Cristence Silva) 

ou Depósito BancárioCaixa Econômica Federal, agência 1337, Conta poupança 00036276-7, Operação 013 

Em seguida, precisa enviar comprovante do pix/depósito e o seu endereço para a remessa, seja para o e-mail acima ( sreachers@gmail.com ), ou para o meu Whatsapp: 21 98766-5576.

Não perca mais tempo, adquira já o seu livro de citações missionárias e prepare-se para uma jornada emocionante e transformadora.

Confira os temas abordados na obra:

AVIVAMENTO – BATALHA ESPIRITUAL – BÍBLIA – CHAMADO E DECISÃO – CONTEXTUALIZAÇÃO – DISCIPULADO – ENVIADORES E MANTENEDORES – ESPÍRITO SANTO – ESPIRITUALIDADE – EVANGELIZAÇÃO – FAMÍLIA E RELACIONAMENTOS – GRANDE COMISSÃO – IDE – IGREJA – JESUS – LITERATURA – MARTÍRIO – MINISTÉRIO      – MISSÃO, MISSÕES – MISSIO DEI – MISSIOLOGIA – MISSIONÁRIOS – MISSÕES DE CURTO PRAZO – MISSÕES URBANAS – MOBILIZAÇÃO MISSIONÁRIA – MOTIVAÇÃO – NÃO ALCANÇADOS – OBRAS DE MISERICÓRDIA (CARIDADE; AÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL) – ORAÇÃO – PASTORES E LÍDERES – PERGUNTAS REINCIDENTES – PERSEGUIÇÃO – PERSEVERANÇA – PREGAÇÃO / PROCLAMAÇÃO – PREPARO MISSIONÁRIO – PROVIDÊNCIA DIVINA – QUEBRANTAMENTO – RENÚNCIA (SOFRIMENTO, SACRIFÍCIO) – SERVIÇO (MORDOMIA CRISTÃ) – TEOLOGIA – TESTEMUNHO – UNIDADE (COLABORAÇÃO NA MISSÃO, COMUNHÃO) – URGÊNCIA – VOCAÇÃO.







domingo, 12 de março de 2023

Dois poemas de Yehuda Amichai

 



adendo à visão da paz

 

Não parar depois da destruição das espadas.

Arados, não parem! Continuem a destruir

para fazer delas instrumentos musicais.

Quem quiser fazer guerra novamente

terá de voltar através dos instrumentos de trabalho.

 

 

há dias em que todo mundo diz

 

Há dias em que todo mundo diz, eu estive lá

eu estou pronto a testemunhar, eu estava a pequena distância do

[acidente,

da bomba, da crucificação, quase fui atingido, quase fui

[crucificado,

vi a cara do noivo e da noiva sob o dossel, quase me alegrei,

espiei o leito de David com a Batsheva, por acaso

eu estava no telhado, consertando os canos, arriando uma bandeira.

Vi com meus próprios olhos o milagre do óleo no Templo,

vi o general Allenby ao entrar pelo portão de Jafa,

eu vi Deus.

Há dias em que tudo é álibi; não estive, não ouvi,

apenas ouvi a explosão de longe e fugi, vi fumaça, mas

li no jornal, pois estava em outro lugar.

Não vi Deus. Tenho testemunhas.

O Deus de Jerusalém é um Deus álibi eterno,

não estava lá ninguém viu nem ouviu

estava em outro lugar. Ele era o Lugar, era Outro.


Do livro Terra e Paz (trad. de Moacir Amâncio).


domingo, 12 de fevereiro de 2023

A VISITANTE - Conto de Sammis Reachers

 


Ela passou a tarde inteira medindo meu coração, desfazendo pequenas criptografias.

A noite chegara lá fora.

– O que a senhora quer, afinal?, perguntei.

– Sair da rotina. Nada. Obrigado pelo café.

Foi à estante, olhou com desdém a profusão de livros. Uma parte insuspeita a atraiu: um trecho da estante onde eu guardava memorabilia, pequenos brinquedos, álbuns de figurinha. Tocou os brinquedos, sorriu ao manusear um boneco do Hulk. Puxou alguns álbuns. Apanhou o mais antigo, um álbum de cromos sobre dinossauros, da década de 60 do último século a morrer.

– O homem que pintou esses animais era um ser infeliz. Japonês de nome Agura Sayta, depois John Sayta, radicado em Cincinnati, nos EUA. Como você, praticava colecionismo: possuía escaravelhos. Escaravelhos embalsamados. Seu amor era a taxidermia, o reino de aço dos ínfimos e fortes insetos, mas ganhou a vida pintando dinossauros. Morreu de uma pneumonia. ...Segunda feira começa o verão em seu hemisfério... – ela concluiu, mudando completamente de assunto.

Já havia percebido esse padrão, esse alheamento. Se fosse cabível, diria que ela está esclerosada. Mas algo em mim insiste (intui) que ela sempre foi assim. O alheamento é parte de seu ofício.

Quando você nasceu? – rompi a casquinha do nonsense com minha primeira pergunta de verdade. Ela nada respondeu: olhava pela janela, contemplando talvez as roseiras podadas do jardim.

– Você consegue estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Como faz isso? Há muitas de você?

– Nascer não é a palavra. Nascer nem se aproxima da essência do conceito. Sou para o Universo como estas três paredes deste quarto de quatro. Sem elas não há quarto, não há morada: sou a coesão, a corrente de prata, o elo que liga o início deste Universo a seu fim, e seu fim será o meu. Mato para que um dia eu morra, enfim.

Puxou uma biografia de Einstein da estante. Fez menção de abrir o livro, declinou.

– A entropia que causa o caimento energético da matéria, entropia que a tudo corrói e mata e eu somos uma: o mesmo princípio, o mesmo... material criando formas diversas.

Era a minha vez de saltar de assuntos, pisar num detalhe que me perturbara desde que lhe abri a porta:

– Senhora, seus olhos são assustadoramente... impossivelmente melancólicos.  Congelados num perpétuo estado de pré-lágrima. Eu os suporia duros, se tal imaginação tivesse tido seu tempo. É um detalhe ínfimo, mas que se mereceria espantoso. E o pior não é esse espanto, mas sua quase ausência... Pois é como se eu já tivesse visto esta cena e seus olhos. Você já esteve aqui? Em algum momento de que não me recordo?

– Se o Tempo é circular? Se você se sente girar, sim. Esse boneco sem braços... sim, lembrança de sua infância. O Tempo é uma explosão secundária ou de fundo, uma força-de-seguir-energias que, a partir do momento inicial, expandiu-se em todas as direções... mas não como o espaço, que vai sempre adiante, ou seguindo a placidez das linhas... o Tempo é inconcebível em linhas, elas avançam, entrechocam-se, ricocheteiam... Tempo, encantação domesticada, é a reificação mais mágica do Lumen, do Criador. Confuso? Ele não é para as palavras, como tanta coisa.

– Gostei daquilo que você escreveu – ela diz, noutro salto ou tombo demencial. E recita: “Vejo as pequenas mangas crescendo nos pés, a partir de setembro. Em dezembro estarão nas mesas e mãos. Um dia morrerei e as mangas, indiferentes, continuarão nascendo, crescendo açucaradas, sendo arrancadas ou caindo ao chão, diante de homens que não saberão de mim, seivas engordando uma outra manga, mesmerizados e indiferentes. Há um toque, um toque magistral de horror em todo esse processo de vida e morte.”

– Quer jogar xadrez?

– Para quê? Rainha-negra-mata-peões-mata-cavalos-mata-bispo-mata-torre-mata-rei-e-rainha-brancos. Partidários da rainha negra morrem. Rainha negra morre. Morte sempre vence.

– Ha-ha-ha... Perdão, senhora. Não quis dizer que poderia vencê-la, não imaginei o jogo sob esse prisma. Mas agora que a senhora referiu a isso... se fosse possível, como vencê-la?

– Sabe, certa feita um rei travestiu-se de peão e me venceu em meu próprio jogo. Mas tinha que ser, e o rei vestido em burla criara mesmo o tabuleiro-de-tudo em sua marcenaria. Era o mesmo que me criou, aos pés daquele Jardim onde teu pai foi criado e depois proscrito.

Mas vamos finalmente ao motivo deste dia. Você tem questionado e entristecido, mergulhado em café e aborrecimentos. Acredita, e com razão, na construção de sentido para a sua vida. Mas tem desesperado; já não pode mais construir, já atingiu a estação dos trens exaustos e ninguém lhe espera na estação.

Eu tenho uma oferta para você.

– Vai me levar? Só podia ser isso, afinal. E precisa desonrar-se ao propor a um peão o inescapável, o inacordável?

– No oceano, este oceano absurdo, cujo sentido verdadeiro, ou final se preferir, só pertence ao Um, você e, sei que inesperadamente eu também, sabemos que o maior tesouro é possuir sentido. É quase paradoxal, mas não temos escolha. Eu lhe ofereço o sentido sob minha jurisdição. Uma migalha bem maior que a sua.

Tudo de que uma criatura, qualquer criatura, precisa: um mapa e uma missão. O bernardo-eremita possui seus instintos, seu mapa, e sua missão é cumprir o ciclo; um demônio possui seu mapa de ódio, e uma agenda que se renova a cada homem que nasce, e como nascem homens!

Mas você, homenzinho amorável, desespera e pisoteia, em subidas e descidas, os andares do sobrado de sua própria angústia.

– E que tipo de sentido a senhora me oferece?

– O único que possuo, e como seria diferente? O meu.

– Não entendo.

– Mapa e missão, mapa e missão. É tudo de que toda criatura precisa. E sou feitura como você. Te darei minha missão e meu mapa. Não tema; não passará uma vida eterna sob meu manto; como missão, ela terá conclusão, e como mapa, há destino a alcançar.

– Calma, madame, calma aí. Quer que eu seja um... um tipo de seu ajudante?!? Um arauto, talvez?

Quero que você seja eu.

Aturdido pelo insólito de tal diálogo, sentei-me no sofá. Afundei o rosto entre as mãos; chegara ao limite, tardiamente não conseguia conciliar os pensamentos. Escorri para o chão. Deitei-me, olhando fixo para o teto escurecido. Que tipo de pesadelo estava sendo aquele dia?

– E se eu aceitar sua oferta, que será de você?

– Abreviarei minha missão interior; acrescentarei ou expandirei sentido ao burlar o mapa; tomarei um atalho, e atalhos são raridades na metanarrativa universal.

– E, suponho, estarei para sempre prisioneiro de tua sina?

– Não, não para sempre, já lhe disse; meu mapa é delimitado em exatidões. Virá o dia, o Dia magnífico, em que o Equalizador terminará com a sua fome.

O sentimento de pesadelo ainda me dominava; a situação inteira não era crível, mas ao mesmo tempo a sensação de que jamais homem algum poderia ter sonho tão complexo e tão real como aquele era avassaladora. Eis o fantástico arrombando a portinhola de meu curral de tédio, eis a espada mística de Arthur ou Siegfried caindo do céu e enterrando-se no peito pálido de meu desconcerto. Que importa se sonho ou realidade?

– Aceito sua proposta.

– Oh. Finalmente. – disse, sentando-se. – Aquele que ulula entre terribilidade e misericórdia apiedou-se de mim. Pois há alguns séculos passei a clamar não no vazio, mas pelo nome de Seu Filho, o intermediário.

– ??? Oh. Fala de Deus?

– Toda fala fala de Deus, e não há escape, ó sucessor.

 Ela se levantou e aproximou-se do local em que me deitara. Levantei-me, leso de quaisquer sentimentos. Ao abrir seu manto, pude divisar, mesmo na penumbra, o interior de seu sinistro corpo, ou fosse o que fosse. Era um entretecido de feixes, como raízes escurecidas, mas que me aparentaram sinalizar um belo mosaico, uma apetecível estrutura. Enfiou sua mão direita no próprio peito de urdiduras, que se abriram ao toque. De dentro de si retirou uma pedra. Ou joia. Tinha o tamanho de um punho fechado, talvez de um coração. Era translúcida; em seu interior, feixes de luz negra pulsavam em diversas direções.

– Este é o roteiro de missões. Aqui você verá cada alma a tocar, e quando fazê-lo.

– Como você pode tocar a tantos ao mesmo tempo? – repeti a pergunta inicial, noutros termos, tornando a um de seus nós metafísicos que me fascinavam.

– O Tempo, principezinho das cismas, é passível de dobraduras. Posso, e você, no começo não sem assombro, o fará, dobrá-lo para frente e para trás: ele sempre volta à posição normal, mas me permite estar em muitos lugares, em muitos tempos que, para os prisioneiros de sua falsa linearidade, parecem um tempo só.

Em seguida ela retirou seu manto. Inesperadamente, como se para deitar terror a um homem já além do medo – pois colapsado pelo absurdo –, a fraca luz de LED da sala tremulou. Vi seu corpo de feixes, de raízes entrelaçadas, sua nudez milenar. Ela estendeu-me sua mortalha.

– E se o Deus de que fala não me aceitar?

– Ele me permitiu escolher alguém. Não como fui escolhida, dentre a animália. Nem entre espíritos. Mas me permitiu escolher um dentre os de Adão. E eu escolhi você. E, se aconteceu, faz parte do sentido. O mais é contigo, e logo saberá.

Tomei seu manto. Deitei-o sobre meu corpo. Raízes começaram a cobrir minha pele; mas sentia também, em meu interior, seu avanço lento. A primeira sensação foi uma mudança no meu poder visual: podia ver a quilômetros de distância, estando dentro de minha casa.

– Agora irei lhe inserir a pedra. Doerá. Sim, doerá como o pecado de Adão.

Tocou-me com a pedra. No pouco tempo de reflexão entre suas palavras e sua ação de estender a joia, imaginei-a gélida. Mas era ardente, e incendiou meu ser, agora feito de urdiduras e entrelaces. Minha visão turvou-se, e como que, em poucos segundos, apaguei e despertei. E já era a Morte.

A pedra pulsava dentro de mim; sem que me desse conta ou plena consciência, desdobrei-me ou dobrei o que antes chamava de Tempo, voando célere em direção, perdão, nas muitas direções em que apontavam os feixes febris dentro da joia, acelerado por seu impulso. E, no entanto, eu permanecia ali. E era terrível, e era magnífico. Havia sentido, possuía a firme presciência de que havia missão e dela haveria um término; de que um dia aquele que alistara minha predecessora e agora me aceitava, iria finalizar meu propósito, e traria a equalização. Equalização, rosa para onde todas as coisas rumam, linhas de sua mão cosmocrática.

A minha predecessora, agora o borbulhar de um vulto amorfo, se arrastara em direção à porta; sem olhar para trás, abriu-a. Eu não encontrei palavras a proferir, inebriado de meu novo e vasto estado.

Ao ser alcançada pela luz do dia, ela transmutou-se em uma reles doninha. Então realmente não fora criada ex-nihili; fora uma doninha transfeita neste ser que a Queda, ou melhor, a provisória Ascensão do Absurdo, fez necessário existir. Isso explica ter sido possível o repasse do manto, um câmbio da máxima escuridão de as mãos do pó para as mãos do pó.

Lá fora, o pequeno mustelídeo corria e saltitava, provavelmente já insciente de seu passado impossível. Atingira a equalização, ou ao menos retornara à possibilidade de brevidade, cura para o pó. Equalização que se completaria quando a joia do Deus Equalizador em meu peito sinalizasse sua direção, para que eu colhesse minha predecessora.

A não ser que Ele o Deus Cosmocrator venha a me tocar antes, cerrando o voluptuoso túmulo do absurdo do qual me fiz porteiro. Ele de quem eu duvidava da existência, posso sentir agora, aterrado, sua presença e seu amor, tese da qual estou antítese, sentido por trás de todo sentido.



Este conto faz parte do livro Fabulário Índigo. Disponível em formato impresso (aqui) e e-book (pela Amazon, aqui).



quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Sammis Reachers: Retrospectiva editorial 2022

 


2022 finda e é tempo de realizarmos a nossa tradicional retrospectiva editorial. A comparar-se com outros anos, este 2022 foi um ciclo mais humilde em termos de publicações de livros. Após os muitos lançamentos e republicações de livros físicos e eletrônicos do ano passado, neste ano fiquei mais dedicado ao trabalho de leituras e pesquisa para uma nova antologia de frases, frases focadas em diversos aspectos da Missão, obra a ser lançada em formato impresso em 2023. Ainda assim, publicamos alguns dos já habituais e-books de frases, e também publicações autorais ou individuais, com destaque para o pequeno livro impresso (meu primeiro livro de bolso) Sabenças & Sentenças da Missão

Na seara da mobilização missionária, os cartazes de frases missionárias ilustrados na técnica lettering obtiveram boa acolhida.

No mais, pudemos participar de diversos concursos literários com nossos poemas e contos, e estivemos presentes em diversas antologias deles resultantes, além de revistas literárias de todo o Brasil.

Vamos dar uma olhada sobre alguns trabalhos e inserções deste ano de 2022:


No segundo dia de janeiro publicamos o pequeno e-book Prêmio Nobel de Literatura em Frases, que traz uma citação de cada um dos vencedores do Prêmio, desde seu início em 1901, até o vencedor de 2021. Confira AQUI.



Em janeiro a Revista Estrofe publicou sua primeira edição, desdobrada em dois volumes: Um de submissões livres, e outro focado n'A Arte de Relembrar. Em ambas estamos presentes, com poemas e um conto. Acesse: https://issuu.com/revistaestrofe




Em janeiro-fevereiro a Revista Reviragita Literária, cuja semente nasceu pelo trabalho de uma saudosa amiga, Cecília Fidelli, publicou meu poema Carta aos Cães em sua edição #5. Confira aqui: https://issuu.com/poetaalternativo/docs/reviragita_literaria-5




Entre janeiro e fevereiro transformei meu poema Cantiga das Crianças Fruteiras numa espécie de fanzine ou folder ilustrado. O poema apresenta nomes de frutas brasileiras, a maioria desconhecida pelo cidadão médio. Baixe o seu AQUI.




Em fevereiro publicamos uma pequena série de marcadores de página para imprimir. São marcadores belamente ilustrados, e focados em missões e edificação cristã. Confira e baixe os seus aqui: http://veredasmissionarias.blogspot.com/2022/02/marcadores-de-pagina-coloridos-com.html




Ainda em fevereiro, o poeta e professor Daniel Glaydson Ribeiro narrou, em vídeo de seu canal Linguagem e Poesia no Youtube, a nossa antologia Poesia em 500 Citações. Uma magnífica forma de democratizar a literatura! Confira aqui: https://www.youtube.com/watch?v=NRmFYKfHWnE




Em maio participamos da tradicional Folhinha Poética, elaborada anualmente pelo Jorge Carlos Amaral de Oliveira, o folclórico multiartista e ativista cultural Mané do Café. AQUI.




Em julho publicamos, pelo blog Veredas Missionárias, uma belíssima série de 13 cartazes/imagens com frases de impacto para mobilização missionária. Os cartazes foram ilustrados profissionalmente no estilo lettering, bastante bonito e comunicativo. Confire e baixe aqui: http://veredasmissionarias.blogspot.com/2022/07/cartazes-para-mobilizacao-missionaria.html




Em julho também publicamos, em versão impressa e virtual, o livro de bolso Sabenças e Sentenças da Missão: Frases e Provocações Missionais de Sammis Reachers. Como o título informa, trata-se de uma antologia de frases de minha autoria. Você pode fazer o download gratuito do livrinho AQUI.




Em meados do ano fomos selecionados para participar da antologia de contos QUEM SERÁ PELA FAVELA?, da editora Dando a Letra, com nosso conto Na Véspera de Um Dia Santo Numa Cidade Fulminante.  AQUI.




Participamos também do livro Poesia Minimalista, iniciativa da galera descolada & caprichosa do Toma Aí Um Poema. AQUI.




Em agosto o poema Carta aos Cães foi selecionado para compor a antologia Meu Bicho É o Bicho, da Pé de Jambo editora. Confira AQUI.




Em agosto ainda, o poema Na Morte em que fui Manuel Bandeira recebeu  menção honrosa no Primeiro Festival de Poesia de Betim, fazendo parte da Revista Cujo, publicada com os selecionados no concurso.




Em setembro participamos, ainda que de maneira abreviada, pela primeira vez da FISG - Feira Integrada de São Gonçalo, evento literário e artístico que ocupou, por três dias, diversas salas do Shopping Partage, em, claro, São Gonçalo.

Para o evento, preparei uma publicação especial, o livrete Estranho Horror na Senzala da Fazenda Colubandê e outros contos gonçalenses, reunindo sete contos de variados gêneros que possuem por teatro de ações o município de São Gonçalo.

Posteriormente, transformei a publicação em e-book, disponível na Amazon, AQUI.




Em novembro, a revista gaúcha Sepé publicou cinco de meus poemas.




Em dezembro, a Revista Mar De Lá, em seu número #03, publicou meu poema Rio BonitoAQUI.




Ainda em dezembro, publiquei um pequeno e-book metaliterário, a antologia METAMÁXIMAS, reunindo uma coleção de citações sobre... Citações, ora pois. AQUI.



E, em véspera de Natal, foi divulgado o resultado do 1º Ekopolis - Prêmio Tilden Santiago de Ecologia e Política, no qual ficamos com o segundo lugar, na categoria Poesia. AQUI.




Em termos autorais, durante todo o ano publiquei contos e crônicas no Jornal Daki, e também artigos na Revista Muito Além dos Videogames.




O fanzine Samizdat teve duas edições ao longo do ano, a #4 e a #5 (Especial Missões). Você pode baixar todas as edições AQUI.


*     *     *

Que o ano de 2023 possa trazer boas surpresas e novas publicações para divertir, surpreender, informar, entreter e edificar ao máximo de leitores possível, pois a democratização do conhecimento é uma de nossas bandeiras fundacionais, bandeira sob a qual esperamos tombar lutando.

Seu apoio e suas orações são o que nos mantêm em movimento. Não deixe de interceder por nossa vida e trabalho!


sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

01/01/2023: O Atentado do Vírus 'Desfiltrador'

 


Eugene Kaspersky, pai do antivírus homônimo e tido ou havido como especialista maior do mundo das seguranças e salvaguardas do universo virtual, asseverou que o vírus partiu de uma cidadezinha chinesa, isolada em pó e fama nas franjas do deserto de Gobi, onde o governo chino, aquele dos olhos cada vez maiores, mantém uma de suas bases hacker.

O Times, não o de Londres, o New York, publicou relato de seu maior jornalista, dois Pulitzers naquele lombo branco e fora de moda, dando notícia de que tal descalabro cibernético partiu de uma IA (inteligência artificial) criada nos laboratórios da NSA (National Security Agency, uma das quatrocentas e doze agências de espionagem norte-americanas, ou quatrocentas e treze, a contar com a ABIN), IA que tomou “vida própria” e praticou ações “em benefício da humana espécie”, antes de ser silenciada dos mainframes. A NSA, claro, nega o fato, como nega qualquer fato.

E eis o fato: No dia 01 de janeiro de 2023 um vírus blended threats (tipo de vírus que é na verdade um coquetel de diversos códigos maliciosos, que operam em conjunto), vindo sabe-se lá de onde, aplicou o maior golpe ou ataque virtual já efetivado na história da internet. Milhões de pessoas tiveram quase 8,4 bilhão de fotos instantaneamente “desfiltradas”. Sim, ridiculice das impraticabilidades, ciber-porralouquice: Fotos publicitárias de repente perderam seu glamour falseabundo, instaladas já nos próprios anúncios virtuais veiculados por suas agências; anúncios culinários foram dos mais prejudicados, e a lambada de vara de cilício/silício (você escolhe, afinal o lombo também é seu) não poupou do universal McDonalds à nossa Giraffa’s, magoando ainda, numa igualação de classes jamais sonhada por Marx ou Bakunin, os altos mestres da culinária: No mesmo dia 01, apenas quatro horas depois da deflagração do vírus, nada menos que seis altos cozinheiros listados no topo do Guia Michelin suicidaram-se. E duro golpe se abateu, igualmente, sobre o comércio de corpos humanos, o virtual e agora globalizado meretrício: Milhares de books fotográficos (ou menus) foram literalmente deflorados de suas fantasias photoshopadas.

Uma impossibilidade completa e ilógica, mas aconteceu.

A desgraça, aí iniciada, seguiu penetrando os motéis e chats de que é feita a micro história: Namoros virtuais, dos rascunhados aos já prestes (aqueles já com passagens compradas, pois janeiro é período de férias!) foram repentinamente suspensos pela sub-reptícia revelação da face verdadeira de muchachos, muchachas e sambarilovis que valiam-se de filtros, às vezes em sua carga máxima, para diluir rugas, dinamitar estrias, clarear dentes, encobrir olheiras, harmonizar enfim a despojada/renegada naturalidade de suas faces e corpitchos.

Grandes artistas viram o pedestal ruir de sob seus pés de pégaso ou gazela; fotógrafos afamados foram lançados de volta ao lugar-comum do populacho Iphonizado.

O Instagram, criação espetaculosa do brasileiro Mike Krieger e seu sócio Kevin Systrom, hoje em posse do decadente Mark Zuckerberg, o repetidor de caras e camisas, lançou as ações da META num nimbo mais profundo que a Deep Web, ao perder num único dia setenta milhões de usuários.

PCs, laptops, aparelhos móveis: o vírus, que já está sendo chamado de RSW (Reality Shock Wave, ou onda de choque de realidade), tomou e manietou aparelhos até daqueles que jamais utilizaram um programa de fotos ou tratamento de imagens. Soturno aguarda, fênix de código binário, com seus cacetetes e espadas verdadificadores afiados, pronto para desmascarar a primeira tentativa de falseio.

E pensar que o vírus, dormente há meses segundo o velho Kaspersky, foi acionado por um gatilho singelo, que seu cruel programador havia preparado: Quando da utilização dos filtros por mais de quinhentos milhões de usuários ao mesmo tempo. Culpa dos festejos de Reveillon.

Moral da notícia, fictícia como um filtro Clarendon (aquele primeiro, o mais bonito) do Instagram: Viva mais, fotografe menos. E se for filtrar, filtre a água e as amizades, pois os tempos são liquidamente maus, photoshopadamente #fúteis.

 Sammis Reachers



Este conto faz parte do livro Fabulário Índigo. Disponível em formato impresso (aqui) e e-book (pela Amazon, aqui).




quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

METAMÁXIMAS - Uma reunião das melhores citações sobre... Citações, aforismos e máximas

 


Máxima. Sintetização de um pensamento na melhor das formas, forma que ocupe o mínimo espaço. Poderíamos assim, tacanhamente, definir o termo que é tema desta antologia.

Reunimos aqui uma inusitada seleção de definições – ou máximas – sobre elas próprias, as máximas. E vá lá: Aforismos, sentenças, provérbios, ditos e ditados, primos quaisquer dessa grande família das Citações, aqui se auto enquadram – pois você não acha justo que os carregadores de piano possam, dia qualquer, sentar-se na banqueta e arriscar uma sonata?

Academicamente, uma literatura que fale de si própria é sempre metaliteratura, daí o hibridismo de nosso título superlativo, Metamáximas.

Que este breve compilado alimente a fruição daqueles que, assim como eu, são amantes das citações.

O e-book está disponível na Amazon (AQUI) e na Google Play (AQUI).



sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Carne e alma preta na cidade: a poesia de Pedro Marcos Pereira Lima

 


O poeta paulistano Pedro Marcos Pereira Lima é graduado em Letras, e autor dos livros Casas com Asas, No Tempo da Poesia e Palavras Crianças no Jardim de Aula.

Em sua nova obra, Pisando na Grama, o autor reúne novos e antigos poemas de sua lavra pulsante.

Marcos é carne e alma preta na cidade, irmanando-se nas dores, palavra comprometida com a dor e a vida.

Fiel a seu ofício, o autor arranca versos da insipidez da pedra, do cinzento da cidade e suas nuances, do corriqueiro que navega o dia a dia. Melhor, versos empresta, atento ao que vai sob a superfície.

E, metaliteralizando ela, a sexta arte, obtém palavra pura, poesia em ares, libertação das cadeias.

Publicado pela Desconcertos Editora, o livro pode ser adquirido AQUI.

 

Com vocês, alguns versos de Pedro Marcos Pereira Lima.


NEGRURA

                  Ao Edson Cruz,

            pelo livro Negrura

 

negrura é

agrura né?

 

palavra aguda

na grade gruda

 

por um fio

de fio em fio

 

a tessitura

da escritura

 

vai sendo escrita

na voz que grita

 

livro encarnado

de negro retrato

 

na cor das cores

a face das dores

 

o corte da cor

na coroa da corte

 

saltando da fala

da negra senzala

 

voz expandida

além da língua

 

esboça a pintura

com toda tintura

 

da dura negrura

 

 

PERGUNTA

 

por que a cor do humano

é desacordo

para a convivência?

 

 

ARQUEOLOGIA

 

do fundo de um poço

desenterro um osso

esquecido há milênios —

puxando o soneto:

 

encontro um esqueleto

roído de devaneios

o pescoço envolto

num colar, por amuleto

 

da pirâmide geométrica

dos grandes grãos de pedra

o sol espraia sombras

 

de retintos faraós

que desde sempre tombam

extintos da memória

 

 *

 

esses

que levaram

nas costas

as pedras

degraus acima —

eram deuses?...

astronautas?...

 

escravos

eram esses

 

 

LAR

 

nesse tempo cotidiano

da cidade habitada

de abandono

 

o acolhimento

encontre um espaço

nesse cimento

 

na criança ou velho

de toda idade

pelos becos da cidade

 

onde pouse

um lugar de luz

resplandeça

 

acordem os sonâmbulos

a fé ouse

o amor apareça

 

 

DIÁLOGO MONÓLOGO

 

ruídos do silêncio

falam mais do que penso —

a mudez dispenso

 

palavras amam-se

mas cuidado —

palavras tramam

 

o que é essência

pode ser excrescência

esse som enviesado

 

***

 

mas, nenhum conflito:

a barriga da alma

abriga

o corpo do espírito



SONANTE

 

deixo que os sons

me apurem os ouvidos –

 cantos de galos

e bem-te-vis em acordes

 

que os sonhos

que te mordem

te acordem

 

aqui e ali arrumo

os enganos

nos quais tropeço

e meço os danos

 

alguém me dizia:

fantasia é ilusão

utopia é esperança

 

com razão:

a poesia

é uma

criança de rua

 

e dela fisgo a inspiração

e recolho

seus sonhos mendigos

 

e trago

para que escutem

suas vozes

em risos ruidosas


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