sábado, 5 de setembro de 2026

Histórias para Guardar do Esquecimento – E-book Grátis

 

Baixe grátis "Histórias para Guardar do Esquecimento": fábulas e parábolas para refletir bre perdão, propósito e vida. Leia agora.

Histórias para Guardar do Esquecimento: o e-book gratuito que vai fazer você repensar a própria vida

Há histórias que a gente lê e esquece no dia seguinte. E há histórias que a gente lê e carrega para sempre. Histórias para Guardar do Esquecimento, coletânea organizada por Sammis Reachers, foi feita exatamente para o segundo grupo: reunir histórias para refletir sobre a vida que o corre-corre do dia a dia insiste em nos fazer esquecer.

Se você gosta de conteúdos que unem leitura leve e reflexão profunda, este e-book gratuito é uma ótima indicação para guardar — e para recomendar aos seus leitores.

Sobre o que é o livro

O e-book reúne mais de 40 narrativas curtas entre fábulas, parábolas, lendas e histórias reais, escolhidas por um critério simples: terem algo relevante a dizer sobre a experiência humana. Perdão, orgulho, tempo, propósito, gratidão e o que escolhemos alimentar dentro de nós são alguns dos fios condutores.

Cada história vem acompanhada de versículos bíblicos relacionados ao tema — não como uma imposição religiosa, mas como uma camada extra de sentido para quem quiser aprofundar a reflexão.

Como o próprio livro explica logo na apresentação, existe uma razão pela qual civilizações tão diferentes recorreram, ao longo da história, à parábola como forma de ensinar: uma verdade dita de forma direta pode ser ignorada, mas a mesma verdade "vestida" de uma boa história tende a ficar.

Histórias curtas, ideais para ler em qualquer intervalo do dia

Cada narrativa pode ser lida em poucos minutos — perfeito para quem quer inserir um momento de pausa e reflexão na rotina, sem precisar de horas livres.

Temas universais, para qualquer tipo de leitor

Perdão, recomeços, o valor do tempo, o que realmente importa: são assuntos que atravessam idade, crença e momento de vida. É um conteúdo fácil de recomendar para públicos variados.

Formato pensado para gerar reflexão, não apenas entretenimento

As histórias não terminam em si mesmas — elas convidam à pausa. É esse o convite que o próprio livro faz: sentar com uma história curta e deixar que ela pergunte alguma coisa.

É gratuito!

Um gostinho do que você vai encontrar

Entre as histórias da coletânea estão títulos como:

  • A Importância do Perdão — sobre o peso que carregamos quando não perdoamos
  • Preenchendo os Espaços Vazios — uma lição sobre prioridades e o que realmente cabe na nossa vida
  • Os Dois Lobos — a clássica lenda sobre qual "lobo" interior alimentamos
  • O Rei e Suas Esposas e Dois Irmãos — parábolas sobre caráter e escolhas
  • Cinderela e outras histórias reinterpretadas sob uma nova lente de sentido

São mais de 40 narrativas ao todo — o suficiente para acompanhar o leitor por semanas, uma história por vez.

Para quem este e-book é indicado

  • Leitores que gostam de conteúdos inspiracionais e reflexivos
  • Quem está passando por um momento de mudança ou recomeço
  • Educadores, palestrantes e criadores de conteúdo em busca de histórias para ilustrar ensinamentos
  • Qualquer pessoa que goste de uma leitura leve, mas com profundidade

Como baixar

O e-book está disponível gratuitamente para download. 

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Palavra-chave principal: histórias para refletir sobre a vida

Um e-book gratuito de parábolas, fábulas e histórias de reflexão. Um livro sobre perdão e propósito, com histórias curtas para ressignificar a vida.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Himalaia, um poema de Lanza del Vasto

 


Himalaia

 

Glória a Ti, Deus levantado!

Sim, teus pés estão na terra,

calçados de pedras e de árvores.

Nada fere, no alto, tua cabeça;

os ventos contrários e os ventos favoráveis

são teus cabelos e tuas orelhas.

Teu coração é a lua,

e o sol são teus olhos.

Idêntico ao mesmo rosto,

que aparece para o amigo no olhar do amigo.

No centro negro do círculo que brilha,

o Filho do homem se reflete em tua pupila!


Do livro Poemas para encontrar Deus, de Rose Marie Muraro e Raimundo Cintra.


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Dois poemas de Maria José de Jesus

 


A Vida

 

Que é o mundo senão efervescência

Da vida — que pulula pelos ares,

Pela terra, nas vísceras dos mares,

Proclamando a divina Onipotência?

 

Cada vida produz. nova existência...

Os seres multiplicam-se aos milhares...

Se a morte brutalmente poda os lares,

A vida brota em nova eflorescência.

 

Mas esta vida tão pujante embora,

Não é mais que um prelúdio, uma aurora

Da vida que jamais há de findar.

 

Morre o corpo, mas a alma — essa não morre;

E ao separar-se dele ao seu Deus corre —

Como um rio que enfim entra no mar!

 


Madalenas


Junto da Cruz soluça a Madalena,
Louca de dor, ao ver o Mestre amado
Pagando – Ele o Impoluto, o Santo – a pena
Da iniquidade humana, do pecado.


A seus olhos desfila, cena a cena,
O horror de seu tristíssimo passado;
E ela vê quanto é grave o que condena
O mesmo Deus a ser crucificado!…


Ó minha alma, como ela tu pecaste:
Como ela faze penitência agora.
Serás perdoada porque muito amaste.


Os pecados do mundo e os teus deplora!
Ama o teu Deus que tu crucificaste!
E, junto desta Cruz, definha e chora.

 

Madre Maria José de Jesus (1882 - 1959), foi uma freira carmelita brasileira, poeta e tradutora.


terça-feira, 4 de agosto de 2026

CASAMENTO, um poema de Sammis Reachers

 


CASAMENTO

 

Ei, coisinha de luz

É vero: não há parentes em nosso casamento.

Duas madrinhas, suas amigas, é isso

Somos dois pobretões já passados da idade

Autistas penitentes

 

E aqui estamos, contra as expectativas dos que nos detestam

 

Mas temos um amigo em Nazaré, você o conhece melhor que eu

Ele despediu à revelia alguns convites por aí

 

E se esse dia está estranhamente mais iluminado, mais quente e branco

É que há estrelas jornadeando para assistir nosso enlace

 

Os insetos de dezoito quintais, do que é redondeza, se somam e assomam

Pelo teu sorriso de ninfa nubente

 

Não há muitos amigos, mas olhe para aquela nuvem a poente, a mais fofa: 

Anjos daquela falange que restaura ossos quebrados das crianças

– Alguns a quem infernizei na infância –

Lá estão, estranhos anjos que quanto mais sorriem, mais refulgem

Amigos em nome do AMIGO

 

Sim, tão poucos os humanos, eu sei

Mas temos anjos e insetos e estrelas e

Num dos muitos apartamentos de face ao cartório

Numa das janelas desse um dos muitos apartamentos, um gato

Um gato SRD resgatado de sob a roda de um Porsche

Representa o a nós dois mui caro

Conclave Imperial dos Gatos

E honra nosso casamento

 

Que mais dois maltrapilhos quase quarentões poderiam querer da vida,

Menina que amo como uma romã que arrebenta?

 

(Para aquela coisinha de luz que vez por outra diz, "você nunca mais me escreveu um poema")

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Salmo, poema de Péricles Eugênio da Silva Ramos

 


Salmo

 

Péricles Eugênio da Silva Ramos

 

Quando as madressilvas se calarem nas sebes

e o vento do céu dissolver os últimos pássaros,

quando a neblina impenetrável me apagar a vista,

anoitecendo a esposa luminosa, a voz da filha,

quando o cetro das sombras me ferir a fronte,

Senhor! Não tenha sido em vão a minha vida,

mas que nas praças eu deixe murmurando

um pensamento de brandura;

ou pelos campos que povoei de frondes perdulárias,

possa ficar cantando, como um lótus na corrente,

a asa meiga de um gesto de bondade.

 

Ao pé da serra,

onde as águias pousam nos meus ombros,

dá-me forças, meu Deus, para encontrar a paz:

dá-me forças, Coração de nuvem,

para que eu seja a pedra branca e tudo esqueça;

dá-me forças, ó Mãos de Outono, ó pura Primavera,

para que eu dessedente os lábios

na Cascata de teu Nome.

 

Poupa a esta sede a esponja de vinagre;

desviando a taça e o fel de minha boca.

Derrama sobre mim o Teu clarão

para que eu parta, ó Rei, sonhando eternidade,

e recoberto pelo manto que me concedeste,

possa eu dormir tranquilo junto à Face irrevelada,

alheio para nunca mais, ao escárnio do momento imperecível.


In Revista AMPLITUDE #8.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Quatro poemas de Renata Pallottini

 


A Doce Servidão de Jacó

 

O cântaro poreja a água amena

que do poço brotou, e adoça a areia

e que corre nos ombros, e que enleia

pelas espáduas seu frescor moreno.

 

O lácteo manto que uma brisa ondeia

desenha formas, cujo talhe apenas

a tamareira imita, a flor receia,

o vento afaga e a solidão serena.

 

Vê-la é um momento, desejá-la um sopro,

ouvir-lhe a voz de urna doçura eleita,

roçar-lhe a fronte uma revelação.

 

O amante, incertas mãos, trêmulo corpo,

beija-lhe os olhos, cuja flor desfeita,

catorze anos de vida pagarão.

 

 

Gênesis 48:7

 

Morreu Raquel em terras de Canaã,

morreu para os meus olhos o seu vulto,

dorme em seu corpo a estrela da manhã,

a areia do deserto o tem sepulto;

 

a fonte longa desta longa sede,

o ázimo pão deste jejum cansado,

morreu Raquel, o meu regato verde

destes olhos tão tristes derramado.

 

No caminho que leva a Bethleem,

ervas amargas, pranto meu votivo

fecharam sobre ti a última porta;

 

sobre todas as coisas e ninguém,

sonha com meu amor eterno e vivo

minha eterna bem-amada morta.

 

 

Por Ti Deixei

 

"Portanto, deixa o homem

a seu pai e a sua mãe,

e se une a sua mulher;

e são uma só carne."

Gênesis, 2:24

 

Por ti deixei, do meu rebanho lento

a alva timidez; da minha casa

o fogo acolhedor tornado brasa

e a brasa morta transformada em pranto.

 

Das mãos de minha mãe ficou-me o manto,

da boca de meu pai restou-me a frase

e estes meus olhos são cisternas rasas

onde à tardinha vem beber o vento.

 

Ponho a teus pés o meu desejo triste

que se renova numa força eterna,

e te ofereço uma fraqueza a mais;

 

pedaço do meu tronco que partiste,

carne, que foste um pouco de meu cerne!

À minha própria carne tornarás.



Primeiro Foi a Noite

 

“No princípio criou Deus o céu e a terra.”

Gênesis, 1:1

 

Primeiro foi a noite. E a noite feita,

desta engendrou-se a luz, julgada boa.

Depois, fez-se o agudo desespero do céu.

E a terra. E as águas separadas.

 

E um mar se fez, da lúcida colheita

das águas inferiores. A coroa

tornou-se firmamento. "Haja luzeiros" —

ordenou-se às estrelas debulhadas.

 

Houve flores estáticas e flores

que procuravam flores; e houve a fome

de carne e amor e dessa fome as dores

 

e das dores o Homem. Deste, esquiva,

toda fome, sua fêmea, e no seu sexo,

mais uma vez a noite primitiva.

 

Renata Pallottini (1931–2021) foi uma importante poeta, dramaturga, ensaísta e romancista brasileira. Atuou de forma brilhante na vida acadêmica como professora emérita da Escola de Comunicações e Artes da USP. Destacou-se também na televisão, onde escreveu roteiros para produções icônicas como Malu Mulher e Vila Sésamo.


sábado, 4 de julho de 2026

Revista AMPLITUDE n. 08 - Julho de 2026: Faça o download grátis

 

Tome, pegue que é de graça!

      

Julho da graça de nosso Senhor da graça chegou e, com ele e com satisfação, lhe entregamos em mãos — ainda que virtuais —, este novo número de AMPLITUDE.

Depois de seu início, em meio à providencial pujança do Império Romano, o cristianismo nunca foi tão contracultural quanto hoje. Seu exclusivismo segue, sim, incontornável, e embaraça uma era de relativismo vazio e esvaziador.

Atenta aos tempos e humilde agente de seu momento, Amplitude se apresenta como balcão de resistência, reafirmando os valores eternos, firme em seu papel de resgatar, promover, divulgar e viver a cultura cristã em toda a sua vivacidade, singularidade e fortuna.

Nesta edição, apresentamos duas matérias que consideramos especiais:

Um texto sobre o “boom” da ficção cristã no Brasil, que vai das telas e streamings às páginas dos livros. E uma ampla lista (bibliografia) de biografias de missionários, de ontem e hoje, daqui e dos muitos acolás, já publicadas em português.

E a refeição segue farta:

Em Jardim dos Clássicos, um conto da sueca Selma Lagerlöf, primeira mulher a ganhar um Nobel de Literatura.

Em Hot Spots, uma seleção de frases de George Macdonald, precursor do gênero fantasia na língua de Shakespeare, teólogo singular e motor inspiracional por trás de hombres como C.S. Lewis e G. K. Chesterton.

O Poeta em Destaque deste número é o saudoso Joanyr de Oliveira, poeta insigne e árduo promotor das letras evangélicas.

Na seção de HQs, os quadrinhos instigantes de Samuel Silva.

O cardápio se completa com as seções tradicionais que formam nossa revista: Torre de Oração, Poesia, Pharmacia, Resenhas, Games, Download, Parlatorium e Notas Culturais.


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Como você sabe, AMPLITUDE circula em formato eletrônico e é gratuita, com periodicidade semestral. Mas temos uma novidade: Agora AMPLITUDE também pode ser adquirida na modalidade IMPRESSA. Isso mesmo, a revista está à venda sob demanda no site da Editora UICLAP, neste link:

https://loja.uiclap.com/titulo/ua180965/

 

Pegue seu café, seu chá, seu isotônico, e boa leitura!

      Sammis Reachers, editor


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