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sábado, 18 de outubro de 2014

Primeira Carta aos Coríntios, 13



Conheço as línguas dos homens. São físicas
descrições de sons e sentidos, desdobram-se
em cores para pintar o mundo.  São frias
se vêm do norte, do sul se vêm com fogo.
Com as suas línguas
de metal celeste, conheço os anjos.
Mas será como ter os ouvidos tapados
com silêncio, se não tiver amor
Conheço a maneira de transportar os montes
e os mistérios que posso esconder
entre os meus lábios, e no espelho
que é a profecia,  posso ver o futuro. Nada será
se não tiver amor. E ainda que conheça a cor
do dinheiro e os pobres
que se alegram comigo, o que importa
se não exercitar na alma o gozo do amor.

17-10-2014


©  J.T.Parreira 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

PIQUENIQUE NO ÉDEN - Novo livro de J.T.Parreira para download


Uma vez mais, cabe-me a satisfatória tarefa de editar uma obra do poeta lusitano J.T.Parreira, em quem encontro um amigo e um mestre nos meandros da Poesia. Mas como apresentar o poeta para aqueles que porventura ainda não o conheçam? Preciso dizer que Parreira é o poeta das finas texturas e da metáfora de ouro, a voz incessante e incensória de nossa melhor poesia cristã, que, de sua Aveiro atlântica, é como um Davi(d) que dispara tesouros de sua rica aljava, tendo por arco a lira, e por seta a palavra.

     Neste Piquenique no Éden, o leitor faceará palavras esmeradas que, em sua morfologia de pedestal, de câmara sacra, de pluma e lâmina, rodopiam em suave dança, em círculos concêntricos em torno à Palavra, o Cristo, o Verbo Encarnado: aqui podemos palmilhar com Ele rompendo as brumas em direção a Emaús, ou melhor, em direção a Ele mesmo; e receber de Suas mãos o pão que sacia a alma, e receber de Seu coração o sacrifício que nos traz a paz.

     Em muitos dos poemas que compõem este singelo opúsculo, somos ainda convidados/constrangidos a lamentar, na dor de Jó, nos muitos abismos de Jonas, na dura sina do indivíduo judeu e da nação Israel, a tristeza de termos deixado um dia o Jardim, como se fossemos membros amputados do corpo da infância, abortados-quando-prestes, quando prestes a nos firmarmos na instância/estação da Felicidade. Aquela Felicidade sempiterna que a redentora Palavra, que subiu e desceu daquela cruz, nos assegura que será novamente, e será para sempre.
Sammis Reachers
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Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br

domingo, 20 de abril de 2014

RELATO

“Quem acreditou naquilo que ouvimos?”
Livro do Profeta Isaías 53:1

pediram-nos uma palavra 
aberta em melodia que falasse
do drama da alegria

do seu breve trânsito pelos velhos mortos
em que foram decompostas as nossas pobrezas

pediram-nos uma memória,
quente, nova que fizessem acreditar
que a memória é símbolo e é carne

pediram-nos um relato
mais vivo e que mais fortemente
arrepiasse a espinha ao silêncio
do que o próprio evento
que contar o espinho ferisse mais
do que o espinho,
porque a mortalha dele é nossa roupa nova
para dia de festa
e o sangue dele o nosso músculo enxuto
contar quanto a pedra caiu à beira do caminho
diante do clamor das mulheres
quanto o dia em que a noite
foi apenas a preparação da manhã

o que temos é só o que ouvimos
porque Ele retornou ao Pai
deixou-nos, contadores

necessário é: para manter
os ouvidos ouvindo
e em desemparo acreditando

e nós contamos

Rui Miguel Duarte
19/04/14

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O ÚLTIMO CÁLICE

até amanhã
já me basta o vinho de hoje
o mal de cada dia que vem a nós

só o vinho o novo e o velho
de cada hora

até amanhã 
quando às estrelas
forem cortados os ventres das uvas

até amanhã
lá no meu Reino
lembrai-vos de mim

Rui Miguel Duarte
18/02/14

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A TRANSFIGURAÇÃO






Mas ninguém se atrevia a olhá-lo na cara, porque era semelhante à dos anjos”
Oscar Wilde


Subiu ao monte
com um rosto no qual depois o sol nasceu,

a luz velando o rosto e sobre a luz
e o branco dos vestidos
os discípulos se alegraram,

o vento cantava no cume da montanha,

desceu a glória de uma nuvem
e as vozes, que traziam a certeza
da morte redentora, falou-se de cicatrizes
e ouviu-se a voz de Deus, que talvez trouxesse
a neve dos cabelos envolvida em lume.

9/8/2013
 
© João Tomaz Parreira

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

À TARDE


“La pena de la tarde estremece a mi pena”
Federico García Lorca, “Meditaciones bajo la lluvia”

à tarde mesmo ao fim
a voz procurava o alívio
da pena sobre o tremor da pena

as árvores em que a sombra nasce,
a voz, mesmo
no fim do jardim
da tarde que estremece
no gume, há a pena
à qual tudo foi destinado
estremecem os olhos os ouvidos
a pele da testa lavrada do peso do sangue
que levanta pérolas no cálice,
o cálice bebido na oração redita

nessa angústia
da impossibilidade do salmo
que afague como pena
a dor da angústia do mundo todo

no jardim do Getsémani
o Filho do Homem
é uma ave de penas soltas


Rui Miguel Duarte
08/08/13


sexta-feira, 26 de julho de 2013

DONDE VEM

DONDE VEM 

os anjos bem anseiam perscrutar 
e os profetas nos indícios notificados 
pelo vento até mesmo os poetas ao rasgarem
na matéria pétrea o veio 
da extracção da palavra bruta

ninguém sabe, ninguém percebe 
donde vem de que ponto cardeal,
a não ser as almas simples
as que se encantam dos cantos dos pastores
dos olhos claros das crianças,
ninguém de que lado do monte desce
o orvalho

e é o orvalho que importa
e nos limpa a sede

Rui Miguel Duarte
22/07/13

domingo, 16 de junho de 2013

DEUS AMANHECER, novo livro de Sammis Reachers para download gratuito


Amigos, já está disponível para leitura online ou download gratuito, a versão eletrônica de meu novo livro, DEUS AMANHECER.

As 127 páginas deste livro reúnem uma seleção de textos escritos desde minha conversão, em 2005, até aqui. São diversos textos inéditos, somados a outros publicados apenas em blogs e redes sociais, e que configuram o corpo principal deste Deus Amanhecer, acrescidos de uma antologia poética, com textos selecionados de meus quatro livros anteriores (livros que circularam apenas como e-books): Uma Abertura na Noite (2006), A Blindagem Azul (2007) CONTÉM: ARMAS PESADAS (2012) e Poemas da Guerra de Inverno (2012), além de poemas publicados na Antologia Águas Vivas I (2009). 

O livro conta com prefácio do querido poeta lusitano João Tomaz Parreira.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

A Delicadeza de Deus



Dos ramos do vento, caiu uma folha
bateu-me
nos cílios. De modo diferente
achei grande a delicadeza
de Deus.

2/5/2013
 
©  J.T.Parreira  

terça-feira, 2 de abril de 2013

Oito poetas evangélicos reunidos num livro gratuito - Antologia Águas Vivas Volume 3



O Projeto Águas Vivas teve início em 2009. Ele nasceu com a ideia de divulgar a boa produção de poetas evangélicos contemporâneos, do Brasil e de Portugal, estreitando os laços entre autores e leitores, através da democratização do conhecimento que o livro eletrônico e gratuito proporciona. E ainda incentivar a produção, a um tempo insuflando conteúdo e ampliando o espaço de publicação, tão escasso na seara literária evangélica, notadamente em sua vertente dedicada à ars poetica.

Uma das estratégias aqui adotadas é consorciar a participação de autores já de alguma maneira consagrados, ao lado de iniciantes que representam desde já boas promessas literárias. E mais que uma antologia de poesia evangélica, esta é uma antologia de poetas, pois, embora a poesia francamente cristã seja o carro chefe desta seleta, damos destaque também a textos de temática diversa, conforme a livre expressão dos autores.


No segundo volume, que veio a lume em 2011, estão antologiados os poetas: Antonio CosttaFlorbela Ribeiro,Fabiano MedeirosFlávio AméricoJorge PinheiroNorma Penido e Rui Miguel Duarte.

E agora, dando voz e continuidade à doce fruição de águas vivas que é a poesia, reunimos a literatura de oito autores: os brasileiros Francisco Carlos MachadoGeorge Gonsalves,Heloísa ZachelloJohn Lennon da SilvaJulia LemosSilvino Netto e Sol Andreazza, e o lusitano Manuel Adriano Rodrigues.

Que os versos de nossos irmãos, irmãos esses oriundos das mais diversas cores denominacionais do Protestantismo, e usuários de variados estilos de escrita, possam tocar as cordas do coração de cada leitor, entoando juntos a música (a um só tempo) devocional/sentimental/intelectual/estética, que, dentre todas as ditas Nove Artes, só a Poesia pode orquestrar.

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*Caso tenha dificuldades em fazer o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

**Você pode redistribuir (sempre gratuitamente) este e-book entre seus amigos e contatos, bem como reproduzir este post em seu site, blog ou outra mídia, sem necessidade de prévia autorização.


Sammis Reachers, organizador.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PARTIDA



As estátuas foram as primeiras a partir.
Yannis Ritsos


A igreja esperava esse dia para partir
deixou as portas abertas, um lugar
do silêncio é agora o altar, o pão e o vinho
sagrados, ficaram nos vasos, depois
as casas dos crentes, os transportes públicos
em roda livre, nas linhas azuis
foi a vez de aviões como fantasmas
sem um destino. Há vidros partidos
do pequeno-almoço no chão da cozinha.
Um piano bateu ainda a clave de sol
que vinha do fundo, à noite os olhos do medo
abriram o véu de casas vazias. No vento
as aves sentiam passos estranhos no céu. 
 
26/2/2013

© J.T.Parreira



domingo, 24 de fevereiro de 2013

THE MYTH THAT CAME TRUE


                                                A C. S. Lewis

desde a primeira tarde do primeiro dia
da primeira hora irrompeu o som cavo
de histórias antigas, já antigas
quando foram contadas

pela voz do pregoeiro o raio de sol
trazia cores de um novo dia o rasto
de um novo século, o altar falava
em nome de um Cordeiro de carne e sangue

o papel em que o mito foi inscrito
era a folha que declarava
que depois da pedra o ramo daria o fruto

Rui Miguel Duarte
24/02/13

domingo, 3 de fevereiro de 2013

DEIXEM


“Jesus, no entanto, disse: «Deixem as crianças vir ter comigo! Não as estorvem, porque o reino dos céus é dos que são como elas.»
Ev. Mateus 19:14


Deixem as crianças vir
equilibradas num pé
periclitantes nas cordas da dança

deixem-nas vir com a voz
nos acordes de uma tocata e fuga
não lhes coloquem armaduras de frente
não lhes prendam as mãos com tenazes
que têm de tocar o vento

deixem-nas vir com as mãos
trazer o rio no abraço
elas conhecem o concerto
das ondas ao rastejarem
pelas pedras suaves
conhecem o burburinho
que a corrente traça
ao beijar o tronco
dos que nela se lavam

deixam-nas vir de rostos
abertos sem manchas
eles vêm com a macieza dos risos


Rui Miguel Duarte
4/02/13





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

GAZA



No caminho para Gaza
tudo será diferente, encontrarás
explicação, das metáforas de Isaías
a visão será real nos teus olhos
já nascido o Menino
foi belo, até a beleza se perder
do rosto no Calvário.

16/1/2013

© J.T.Parreira




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

SALMO 2(01)3

Há sempre palavras
rápidas pássaros rubros
no dorso da lã que nos dizem
nos intervalos da passagem de ano
no transbordo para águas
à beira do descanso

que o Senhor nosso pastor
baixa atrás de nós a vara
e diante de nós o seu cajado
palavras que rasgam
aquém do limiar prados verdejantes
que os nossos passos banham para além

palavras de duas caras, uma que se fecha
outra que se abre sempre fresca
e opulenta de vinho azeite e mel

Rui Miguel Duarte
1/01/13

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

OS PASTORES DE BELÉM


“…Vamos beijar os pés nus
do que semeia nos céus …
Gomes Leal, “Os Pastores”

traziam cajados e liras afiadas
nos fins de tarde
conheciam a música as rugas do campo
conheciam como o sol e as estrelas
se sucediam nas horas
e faziam sombra nos cajados
esta era a música que dedilhavam:
o som branco
tinindo na lã

na voz dos anjos uma canção nova,
um salmo ao que semeia nos céus
e cujos pés nus
acabaram de ser
colhidos da terra

Rui Miguel Duarte
27/12/12

domingo, 9 de dezembro de 2012

Antologia A Poesia do Natal - Poemas natalinos dos melhores poetas evangélicos



Poetas Evangélicos de ontem e de hoje
escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo

Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Para ler o livro online ou fazer o download (213 págs., em pdf) no site Scribd, CLIQUE AQUI.

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Apresentação do livro, pelo poeta e pastor Josué Ebenézer

SERÁ SEMPRE NATAL...

Ao terminar a leitura do belo trabalho de Sammis Reachers sobre o Natal, não pude deixar de relembrar natais passados, que a memória do tempo sempre se encarrega de fazer retornar emoções, sentimentos, ideais e celebrações eternizadas para sempre no coração crente e na derme fremente de quem se emociona fácil com as epifanias natalinas do Salvador.

Sammis é um jovem embebido pela poesia que - como bom historiador e jornalista que vasculha o passado para tornar o presente mais interessante - não se cansa de promover o resgate da poesia evangélica seja ela pátria ou de origem lusa, com o fito de promover entre as gerações mais jovens o Belo que adorna as letras e também o Perfeito que enfeita o espírito.

Com certeza o futuro há de prestar homenagem a este jovem que luta contra a corrente do descaso poético e literário para suprir lacunas que a imprensa tradicional deixa subsistir por conta dos ditames mercadológicos da vida livresca nacional. Foi o que ouvi certa feita de um editor ao falar da necessidade de novas edições de velhos poetas famosos e da publicação de novos poetas emergentes: os jovens não gostam mais de poesia!

É jovem o organizador desta Antologia e ele sabe que os jovens continuam a gostar de poesia, por que seus corações amantes continuam a olhar para a Lua, a tremerem no alvorecer do amor em seus corpos moços, a serem impactados pela Luz de Deus e a sonharem com o Amanhã.

Este trabalho aproxima-nos da realidade do Natal de Cristo, aquece corações fervorosos, faz pensar as mentes inquietas com as realidades sociais indesejadas e faz sorrir lábios que se abrem em louvor sempre que seus corações agradecem ao Pai a doação do Filho para fazer a trajetória da Manjedoura ao Calvário e assim nos abrir o Portal da Eternidade.

Para quem ama a Deus, se entrega ao Cristo, possui coração amante e vive e festeja o verdadeiro Natal, será sempre Natal. Sammis Reachers nos ajuda a ter sempre perto de nós este Natal que vale a pena, este Natal que alimenta os corações adoradores dos servos de Deus.

Delicie-se com estas linhas e seja inspirado com o que de melhor poetas cristãos têm traduzido acerca do Natal de Cristo.


Josué Ebenézer de Sousa Soares
Poeta, jornalista, pastor batista
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