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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Alguém que vale a pena conhecer





Levava uma vida generosa
paciente
desprevenida do dia de amanhã
como as aves e os lírios
a Voz, no entanto, quando abria
rasgos profundos no silêncio
possuia a autoridade
do dia antes
do princípio de toda a Criação.


20/8/2012


© J.T.Parreira

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O nascido Rei - Um poema de Joanyr de Oliveira


O nascido rei

“Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus?”
Mateus 2.2

O que é nascido Rei
habita o amaro silêncio
dos deserdados, dos infelizes.

O que é nascido Rei
visita as consciências,
afugenta-lhes o frio.

Curvem-se as frontes,
curvem-se os tronos
ao que é nascido Rei
e pelos campos dos séculos
estende a luz de seu reino.

O que é nascido Rei
colhe as pontas do grito,
seca as fontes de lágrimas.

O que é nascido Rei
já inaugurou claros rios
no corpo, dulcíssimas águas.

Estanquem-se os prantos,
escondam-se as sombras.
O que é nascido Rei
pelos campos dos séculos
estende a luz de seu reino.

de Canção ao Filho do Homem

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os Discípulos de Emaús



















Estavamos sentados. Os olhos

convertidos às suas mãos

quando partia o pão

no escuro

abrindo-nos a luz.


25/7/2012

© J.T.Parreira

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Extensão dos Lábios, novo livro de Rui Miguel Duarte


Depois de Muta uox e Subida (ambos de 2011), eis que o poeta evangélico lusitano Rui Miguel Duarte acaba de nos brindar com seu novo livro, Extensão dos Lábios, agora em formato de e-book, franqueando aos leitores a leitura online ou o download gratuito do mesmo. 

A riqueza imagética e reflexiva da poesia de Rui, sua habilidade de transitar com leveza das temáticas cristãs às clássicas, passando pela poesia do cotidiano, somadas ao seu perfeito domínio das linguagens vernacular epoiética, estão aqui regiamente representadas, nas 67 páginas deste livro, que tivemos o prazer de editar.

Como diz o poeta J.T.Parreira no prefácio da obra, "A extensão dos lábios é, de um modo simbólico – neste novo livro de Rui Miguel Duarte - uma disposição para abarcar vários referentes, para falar várias linguagens poéticas. Com efeito, a linguagem poética do autor, estende-se a diversos territórios, cujos registos narrativos da sua poesia podem tanger vários continentes."

Você pode baixar o e-book clicando AQUI.

E para ler o livro online, basta clicar AQUI.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A TENTAÇÃO

(Inédito)

Sobre a aridez sem referências
do deserto, o Filho do homem
falou com o frio da noite, espesso

frio como a escuridão sem lugares
onde encostar os olhos, falou
com o sol sem sombras
como o próprio Deus depois de plantar
o jardim, falou sozinho
até que Satan – não o de Dante
lhe pôs pedras no meio do caminho.

12/6/2012


 © J.T.Parreira

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ESPINHO



“… um espinho, um enviado de Satanás para me atormentar…”
2 aos Coríntios 12:7

cravado um espinho me foi
na língua uma ponta cuja ponta
é o veneno por dentro do paladar
o hálito do anjo da negritude
uma textura acre
que reúne contra mim
num só golpe todos os golpes
e açoites do mundo

cravado na língua e revolvido
na carne como o punhal
no ventre do inimigo
que só nessa hora
se aprende a conhecer
de tão perto que os olhos
de uns nos do outro se vêem

pensava que com língua
amortalhada seria impossível dizer
os poemas da minha vida
que são a incessante forma
de o coração dentro dos escombros
do peito saber ser generoso

mas subitamente
elevado à morada mais longínqua
do céu sem corpo talvez sem sonho
aprendi que nenhum espinho trava
a língua antes mais a adestra
na cadência da palavra proclamada
na disciplina da graça

Rui Miguel Duarte
25/05/12

domingo, 22 de abril de 2012

Quando eu era menino lia o Salmo oitavo - Novo livro de J.T.Parreira para download


A poesia de J.T.Parreira é poesia maior. É poesia que, ao ser lida, inevitavelmente produz a libertadora (e infelizmente rara) sensação de uma lufada de ar que nos eleva e, de roldão, transmigra-nos de nosso dia-a-dia corrido e muitas vezes repleto de sensaboria, para a dimensão poiética, de enlevo, fascinação e gozo auferidos pelas palavras  ao serem laboriosamente re-alinhadas para que ofereçam o seu melhor.

Nesses 29 poemas, escritos entre fins de 2011 e início de 2012, o vate português dá provas de seu dom de ampliar, ou melhor dito, alar as palavras, trabalhando os temas bíblicos, reafirmando poeticamente sua transcendência divina, ao re-capturar e re-vestir o que eu chamaria de seu élan  (ímpeto, vigor) devocional, como no poema que inspira o título do livro (O Salmo VIII), ou neste Pró Salmo 121:

Elevo os meus olhos para os montes
e há um monte deles
mesmo em frente,  quando caminho
no cimo dos montes as Tuas mãos
fazem o resguardo do abismo
a minha fadiga é soletrada nas palavras
com que peço socorro, o meu olhar
por isso se alonga, outras vezes
vou mais depressa
pareço um adolescente a distender as pernas
e corro sem temer o sol
nem os mistérios da lua.
Sou tão pouco perante os montes
mas eles ficam para trás e não são
mais do que poeira amontoada.

Como editor, me regozijo em oferecer aos leitores mais este volume, pequenina cornucópia de pérolas - a serem degustadas com os olhos da alma. E singela amostragem do melhor da poesia evangélica produzida atualmente em nossa língua.

Sammis Reachers

Para baixar o livro, clique AQUI.
Para ler online, clique AQUI.

domingo, 15 de abril de 2012

MUDA

como um cordeiro que é levado ao matadouro ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador" 
Isaías 53:7 

vi pelos olhos de Isaías

a ovelha levada
diante dos nossos olhos
em marcha lenta
sobre o gume da faca

os escombros do mundo
dissolviam as maçãs do rosto
a mão do carniceiro
não é menos áspera
mas quiçá será mais compassiva
e lhe aliviará todo esse peso
que lhe cerra a garganta

se o gume finda na ponta
vale mais apressar o golpe
para que de uma vez por todas
se solte e ecoe o grito emudecido
se solte a dor a derradeira
como feto retido no útero
o grito que pesa sobre a espinha

é urgente a declaração
de que a marcha do silêncio
terminou

lá, no lugar onde o céu
se rasga da terra
lá, onde vi a carne
posta perante Deus e os homens
a carne que cala a boca
do mundo

Rui Miguel Duarte
15/04/12

OVELHA

como um cordeiro que é levado ao matadouro ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador
Isaías 53:7

vi pelos olhos de Isaías
a ovelha levada
diante dos nossos olhos
em marcha lenta
sobre o gume da faca

os escombros do mundo
liquefaziam-lhe as maçãs do rosto
a mão do carniceiro
não é menos áspera
mas quiçá será mais compassiva
e lhe aliviará todo esse peso
que lhe cerra a garganta

se o gume finda na ponta
mais vale apressar o golpe
para que de uma vez por todas
se solte e ecoe o grito emudecido
se solte a dor a derradeira
como feto retido no útero
o grito que pesa sobre a espinha
do universo

é urgente a declaração
de que a marcha do silêncio
terminou

lá, no lugar onde o céu
se rasga da terra
lá, onde vi a carne
posta perante Deus e os homens

Rui Miguel Duarte
15/04/12

quinta-feira, 22 de março de 2012

Salmo 137 em português moderno

Não invocámos pequenos prazeres
junto aos rios da Babilónia
nas margens havia salgueiros
e neles pendurámos nossas lágrimas
nem pequenos passeios
de barco, no sossego das águas
aos sábados
pendurávamos a vida
nesses dias à beira dos rios
da Babilónia, imóveis
só tomávamos o ar.

21/3/2012

J.T.Parreira

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Silêncio de Deus



Inédito de J.T.Parreira

O silêncio de Deus é ouro 
nos céus, por vezes, aqui na terra
passamos pelo silêncio divino
como pelo escuro, passamos depressa
e não nos surpreende a claridade
das coisas onde Deus detém os olhos
levamos anos
a entender esse silêncio
por exemplo o que levou
minutos a cair do lado esquerdo do Seu Filho
o silêncio
que as pálpebras divinas, fechadas
demoraram, o silêncio de Deus
é como Deus, é como o papel de veludo
amarrotado dos altos oceanos.

5/3/2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cântico de Maria Madalena


Poema inédito de J.T.Parreira


Eu vi-te na flor da manhã

na luz dispersa pelas primeiras horas

de domingo

Naquele segundo a pedra

pareceu-me transparente, o ar

um espelho que reflectia anjos

Eu vi os lençóis

arrumados no vórtice imóvel

do sepulcro

quando ia pousar ramos

de incenso sobre o corpo.

19-1-2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Poema musicado por Lucius Mota


S.Paulo,2/2/2004

«Caríssimo Irmão,

envio finalmente «nosso» Kaddish. As fortes palavras do poema me levaram a escrever uma obra dramática, torturada. Para mim é um grande prazer trabalhar com seus textos.
Cordial e sinceramente,Lucius Mota »


XVI Bienal de Música Brasileira Contemporânea
11 de Novembro, sexta-feira, às 19h
Sala Cecília Meireles,
Rio de Janeiro:



Lúcius Mota
***Três canções, em estreia mundial, sendo uma delas, Kaddish por meu filho Absalão (J.T.Parreira),
Marcelo Coutinho, tenor; Maria Spoladore, piano.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

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